Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2013

Somos Tão Jovens

      Renato Russo não morreu. Está vivo nas salas de cinema do filme Somos Tão Jovens. Está vivo cedendo uma de suas principais composições como enredo para outro filme que também está sendo exibido nas telonas, o Faroeste Caboclo. Além dos filmes, está marcado para o final desse mês, um show em holograma. Em evidência, o cantor não sai da cabeça nem dos que não são seus fãs. O que não é meu caso, claro.
      Eu que não passo mais que uma semana sem ouvir uma música da Legião, estava contando as horas pra poder ver os filmes e, por isso, nada mais justo que comentar sobre eles aqui no Pitacos Pertinentes. Provavelmente o cantor ainda renderá assunto para o posts que virão posteriormente. Vamos começar, então, pela ordem cronológica das coisas.


      O filme Somos Tão Jovens estreou no dia 3 de maio e conta a história da juventude do Renato Russo – do período em que ele passa por uma cirurgia na perna, até a Legião começar fazer sucesso – e mostra o cantor compondo algumas músicas e encontrando sua identidade, em meio à criação de sua primeira banda, o Aborto Elétrico.
       Há quem diga que o filme não tem começo nem final, que queria ver a história do Renato na banda Legião Urbana – onde ele se consagrou como cantor e compositor. Eu não deixo de concordar com as duas afirmações. No entanto, no breve recorte que o filme traz, ele conta tantas coisas reveladoras -  que ajudam a entender não só aquele período, mas também as músicas que vieram posteriormente - que, pra mim, deixaram o filme ótimo.
      Outro fator que foi determinante para eu gostar do filme foi a ótima interpretação de Thiago Mendonça como Renato Russo.  O ator incorporou todas as caras, gestos e até a voz (!) do vocalista da Legião. Em algumas vezes causava até espanto. Tudo isso sem falar que as músicas não foram dubladas, Thiago aceitou o desafio dele mesmo cantar as canções e mandou muitíssimo bem!
       Achei que o filme cumpriu bem o papel que se propôs tratar. O ápice, pra mim, foi o momento da música Ainda é Cedo. Apesar de ser uma das minhas favoritas da banda, eu desconhecia o motivo de sua origem e quem era a pessoa que inspirou Renato a compô-la. Gosto muito quando eu interpreto uma música de uma forma e depois descubro, que o verdadeiro significado vai além do que eu imaginava, que é algo muito mais pontual. Com Ainda é Cedo foi exatamente assim. 
     Por fim, tenho que apontar outra qualidade do filme: a trilha sonora. Óbvio que em um filme que conta sobre a vida de Renato Manfredini Junior, a trilha sonora ia ser baseada nele e, portanto, seria ótima. Mas achei que a forma com que as músicas foram utilizadas foram muito importantes para construir a identidade do cantor e inserir o público na história. Pra começar, tem aquela abertura linda com fotos antigas e uma versão diferente de Tempo Perdido. Me arrepiou! Depois, só a parte instrumental das músicas compostas por Renato são utilizadas para marcar a passagem de tempo ou mudança de ambientes no filme. Não tinha como ser melhor!
     Eu saí da sala gostando ainda mais do Renato Russo e com vontade de ouvir todas as músicas já compostas por ele. Sem falar que, pra mim, é aquele tipo de filme que todas as vezes que eu ver ele passando terei que parar para assisti-lo. Ponto para o cinema nacional!

Pra encerrar bem, vamos de Ainda é Cedo:


segunda-feira, 16 de julho de 2012

One Day III


       Depois de alguns meses inativo, o PP volta com mais um comentário sobre a obra de David Nicholls, Um Dia. Sim, eu sei que o post de baixo já foi sobre isso, mas depois de ter comentado sobre o livro e de ter postado aqui as fotos das filmagens - que foi o que despertou o meu interesse - eu finalmente assisti o filme e senti uma necessidade imensa de comentar. Então desculpe a repetição, mas me sinto obrigada a cometê-la.  
       Bem, o que aconteceu foi o seguinte: depois de ler o livro e ter tirado todas aquelas conclusões, eu corri para ver o filme, mas com a história fresca na cabeça., achei chato e repetitivo assistir logo em seguida. Depois o tempo foi passando, eu fui me enrolando e acabei assistindo só agora. 
       Pois bem, o filme começa no dia 15 de julho de 1983, com uma trilha sonora e uma fotografia linda que se mantêm durante todo o filme. A data marca o encontro de Emma Morley, vivida por Anne Hathaway, e Dexter Mayhew, vivido por Jim Sturgess. Porém, ainda que o filme em sua maioria tenha se mantido fiel ao livro, já começa com uma pequena diferença que me deixou com o pé atrás e, que pra mim, já fez toda a diferença.
      Com o desenvolvimento do filme e o passar dos anos pude perceber mais alguns momentos em que foram um pouco alterados, ou que não tiveram tanta atenção. Em algumas partes, tive a impressão de que se não tivesse lido o livro e não conhecesse bem a história, muitas coisas passariam despercebidas ou, talvez, eu não teria entendido muito bem.
     Além disso, ainda que eu ache a história linda, a escolha dos atores ótima e a construção dos personagens muito inteligente, tive exatamente o mesmo problema que tive durante a leitura do livro: a passagem dos anos acontece muito rápido. Se no livro eu achei que o melhor da história ficava sem explicação, no filme, devido à necessidade de resumir a história, ficou ainda pior.
       O fim do romance acontece no mesmo dia em que tudo começou, vinte anos depois. O fim tanto do filme quanto do livro foram os mesmos, o que achei que acrescentou bastante. Mas o que mais me intriga quanto ao final dos dois e que me faz postar sobre o mesmo tema várias vezes é que eu termino com uma mistura de opinião. Ao mesmo tempo que eu penso que é uma história bonitinha, que todo mundo espera ter e que eu pense que Anne Hathaway e Jim Sturgess formaram um dos melhores casais que eu já vi, eu tenho também a impressão de que utilizando a mesma história eu teria feito algumas mudanças que a tornaria melhor e agradável. Não é uma necessidade de ter um final feliz, não é uma necessidade de ter o fim mais perfeito, mas criar de outra forma.





domingo, 1 de abril de 2012

One Day II


      Ano retrasado eu comentei aqui sobre o filme "One Day" que estava sendo gravado por Jim Sturgess e Anne Hathaway. Pois bem, passou um bom tempo e eu nem lembrava mais do filme, até que, ano passado, uma amiga apareceu com um livro chamado "Um Dia" com uma capa de um beijo entre os dois atores. Ao ver a imagem, me lembrei que já tinha ouvido falar da história e reascendeu minha vontade de conhecê-la. 
     O livro foi lançado em 2009, por David Nicholls, e em 2011 saiu sua segunda edição e o filme. Eu optei por primeiro ler o livro. Nele tem elogios de vários críticos, comentando o quanto a história desperta os sentimentos dos leitores, de que é um dos melhores romances lançados nos últimos tempos. Por esse e por outros motivos, comecei a leitura superempolgada e com muita expectativa.  
     Enquanto ia lendo, eu me envolvia bastante com a história, ficava muito brava quando as coisas saiam do que eu planejava e desejava para o romance e me identificava muito com a Emma Morley. Por isso, de uma forma geral, eu gostei bastante da história, da personalidade dos personagens. Porém, ao mesmo tempo, o livro de David Nicholls deixou a desejar em um ponto (pelo menos para mim).  
     A história conta sobre Em e Dex, Dex e Em, que se conhecem em sua formatura, ficam amigos e só 20 anos depois, se dão conta que se amam e que é hora de ficarem juntos. Sendo assim, cada capítulo do livro, representa um ano na vida dos personagens. Em cada um desses anos, o autor explica o que cada um dos personagens está vivendo naquele período: suas angústias, suas dúvidas, suas realizações, suas alegrias.
     A separação dos capítulos, me decepcionou e, em alguns momentos, me irritou. O autor passava dez páginas descrevendo detalhadamente onde os personagens estavam, com quem estavam, quais eram suas roupas, suas expressões, o que estava acontecendo e, quando algo muito inesperado acontecia e que traria à história um novo rumo, o capítulo acabava - me deixando com uma vontade desesperada de saber o que aconteceu ali, durante a passagem de um ano ao outro. No início de outro capítulo, já era outro dia, outro mês, outro ano. As coisas do ano passado já haviam sido superadas e seria brevemente explicada sobre o que aconteceu.  
     Não acho que a leitura seja ruim, nem deixo de sugerir com um livro a ser lido, afinal é um romance legal, mas eu queria e esperava mais: mais detalhes em informações importantes e, principalmente, mais final feliz. 


"Se eu pudesse te dar um só presente para 
resto da sua vida, seria este: confiança. 
 Ou isso ou uma vela perfumada". 


domingo, 13 de novembro de 2011

Um Amor Para Recordar

       Há uns oito anos atrás eu assisti pela primeira vez o filme Um Amor Para Recordar, do Nicholas Sparks. Até hoje eu lembro exatamente da minha reação: eu estava assistindo sossegada até o momento em que a Jamie contou para o Landon que ela tinha leucemia. Depois dessa cena começou o maior chororô. Como assim? Ela não poderia morrer depois de tudo que tinha acontecido, depois de transformar o Landon em uma pessoa melhor. 
       Depois dessa vez, e ao longo desses oito anos que passaram, eu assisti esse filme muitas vezes. Em todas elas eu ficava com a mesma indignação -acho que até alimentava uma esperança de surgir um fim alternativo. Agora já me conformei, embora eu sofra e chore todas as vezes que assisto ao filme, já lidei com a situação de que em quase todas as histórias do Nicholas Sparks alguém tem que morrer. 
       Bom, mas não é sobre as tragédias dos filmes do Sparks e nem do filme que eu quero falar e sim, do livro Um Amor Para Recordar que foi lançado na metade deste ano, depois de nove anos da estreia do filme. 
       Por mais surpreendente que isso possa ser, dessa vez eu não falarei que o livro é muito melhor, que eles estragaram completamente a história ao adaptá-la para virar filme, simplesmente porque, pela primeira vez na minha vida, eu continuo gostando mais do filme. 
      A vantagem do filme já começa porque a história não foi muito modificada, o que deixa a essência do filme igual a do livro. No entanto, ao meu ver, o filme foi mais detalhista e mostrou melhor toda a trajetória do Landon como um menino problema que não gostava da Jamie, até os dois estarem completamento apaixonados e ele se tornar outra pessoa, que se preocupava e ajudava os outros e fez tudo o que pôde pra fazer da Jamie a pessoa mais feliz do mundo no pouco tempo de vida que teve.  
       Quanto à história do livro, eu achei que se focou mais no que aconteceu pra eles se apaixonarem do que depois que eles estavam apaixonados e juntos. Quando a história finalmente chegou no ápice do romance, que era a parte que eu realmente queria ler, tudo aconteceu muito rápido: eles se apaixonaram e quando começaram a ser um casal, Jamie começou a sofrer com a doença e logo o livro acaba. 
       Eu gosto tanto do filme e acredito tanto na regra dos livros serem melhores do que os filmes, que eu depositei muita expectativa no livro. Mas, mesmo me decepcionando um pouco com o livro e sabendo exatamente como ele terminaria, eu terminei de ler com o olho cheio de lágrimas pensando que eu nunca conseguirei encarar essa história sem chorar. Além disso, eu acho que valeu à pena a leitura, porque além do livro ser pequeno e a leitura ser rápida, não deixa de ser uma história que eu ainda me recordarei por muito tempo. 


"O nosso amor é como o vento, 
não posso vê-lo, mas posso senti-lo"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ryan Murphy

    Dificilmente eu presto atenção no nome dos produtores, autores e diretores dos filmes e séries que eu assisto. A não ser que eles sejam muito reconhecidos, mas, ainda assim, é provável que eu não os conheça e não conheça seus trabalhos.
   Porém, depois dos dez episódios de The Glee Project eu descobri que um dos diretores de Glee se chama Ryan Murphy. Como eu falei no post sobre TGP, eu comecei a gostar bastante dele. Nos episódios ele sempre aparecia simpático e com um estilo... descolado.
    Agora eu já sei e não vou mais esquecer do seu nome nem quem ele é. Então, essa semana fui à locadora e no meio de várias opções de filmes li em um deles "Ryan Murphy" e que filme era? Comer Rezar Amar, um filme que eu estava com vontade de assistir e fiquei ainda mais depois que eu descobri que foi dirigido pelo meu diretor do momento.
    Lógico que eu peguei o filme para ver. Depois de assisti-lo, fui ver uma entrevista com o diretor que tinha nos Extras. Na entrevista, Ryan Murphy fala que ele gosta de dirigir filmes e séries em que o personagem vive os mesmos problemas que ele. Na hora já me veio Glee na cabeça: se ele dirige aquilo que vive ou viveu, ele foi um adolescente rejeitado. Um pouco mais para frente na entrevista ele comenta exatamente isso, que os problemas que os jovens de Glee passam, são coisas que ele passou na sua adolescência.
    Essa declaração me levou a pensar em TGP também. Na série, que escolheu novos atores para participarem da terceira temporada de Glee, Ryan Murphy insistia para que as pessoas mostrassem seus pontos fracos, suas angústias. Agora tudo faz bastante sentido para mim. Ele buscava nas pessoas aquilo que sentia, já que foi a sua fraqueza e a dos personagens de Glee que fez da série o sucesso que é.
     Ainda na entrevista, o diretor conta o porquê de dirigir Comer Rezar Amar. Ele explica que leu o livro de Elizabeth Gilbert quando havia recém terminado um relacionamento e que se identificou tanto que resolveu transformar aquela história em um filme (o que retoma a citação de dirigir aquilo que vive).
    Eu já gostava do Ryan Murphy antes do filme, depois de ver essa entrevista, passei a gostar ainda mais. É legal pensar que as séries e filmes que ele dirige não são histórias para entreter simplesmente, mas é a história dele para impressionar outras pessoas.
   Além de Glee, The Glee Project e Comer Rezar Amar, Ryan Murphy dirigiu também a série Nip/Tuck e Popular. Em filmes sua participação como diretor foi em Correndo com Tesouras. 
   Agora Murphy tem novos projetos a serem lançados. Um deles é a série de terror American Horror Story, uma série de terror prevista para lançar em outubro desse ano pela FX. O outro projeto é o filme "The Normal Heart" que contará a história semi auto-biográfica de Larry Kramer, um ativista que lutou na década de 80 pelo direito dos gays e a luta contra a Aids. O elenco possivilmente terá Julia Roberts e Mark Ruffalo e ainda não tem previsão de lançamento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Querido John ll

      Estava vendo alguns posts antigos e em um deles (aqui) o meu assunto foi o filme Querido John. No post comentei o quanto desejava assisti-lo e o quanto me enrolei para finalmente locá-lo. Por fim, deixei o meu comentário sobre o filme, falei que a história não era ruim, mas eu esperava mais. 
     Ao ler esse post fiquei muito brava comigo mesma e senti a obrigação de vir me redimir, porque na metade do ano resolvi dar mais uma chance ao John. Dessa vez fui mais esperta: li o livro. 
     Como sempre acontece, a história do livro, lançado em 2006 por Nicholas Sparks, sofreu algumas mudanças ao ser transformada em filme. Algumas, realmente, não faziam diferença, porém, outras desapontam e mudam até o rumo da história. 
      Se o filme me decepcionou, o livro tirou todas as más impressões da história do mocinho que se separa da mocinha por causa do exército. Na verdade, a história realmente é tudo aquilo que eu esperava desde a primeira vez que assisti o trailler. Realmente é aquele romance que te deixa aflita pelo casal que tem milhões de motivos para não ficar juntos.
      A descrição dos personagens não bater, os detalhes e as cenas serem alteradas, são toleráveis. Mas mudarem o fim do filme é inaceitável! O final do livro é lindo, é o que qualquer leitor de Nicholas Sparks espera. Sem falar que deixa com aquele desespero de que não pode ter acabado, não naquele momento, não daquele jeito. E toda essa cena incrível foi trocada por um fim sem graça, no filme, que não nos deixa claro qual a conclusão da história. 
      A minha opinião é que o filme foi tão alterado no final, que acabou se tornando superficial. Filmes de romance pedem um fim, nem que ele seja trágico. Porque quando assistimos um filme água com açúcar igual ao Dear John, é porque queremos sofrer junto com o casal, ou idealizar uma vida igual a deles e não ficar na incerteza do "tá, e agora?".



       Bom, eu sei que nem o livro e nem o filme são novidades para ninguém, mas eu precisava comentar que Dear John não foi um desgosto completo. E para quem ainda não leu ou não viu o filme, eles são válidos. 
A minha sugestão é que, as pessoas não deixem de assistir, porque o filme não deixa de ser um romance com um personagem bonito e apaixonante. Mas, principalmente, não deixem de ler o livro, a alma da história está ali. E para quem não fez nenhum dos dois, comece pelo livro, pra decepção ser menor. 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sobre um tal João de Santo Cristo

Eu, assim como muita gente da minha geração, gosto de Legião Urbana e acho o Renato Russo um dos cantores mais incríveis de toda a história da música brasileira. Porém, esse gosto pelo trio formado por Renato, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, foi algo que eu fui adquirindo ao longo do tempo, já que o sucesso da banda ocorreu na década de 80 e 90, quando eu ainda não existia ou não tinha noção sobre música. Já para os jovens da década de 70 e 80 a história, em relação à Legião, é outra. Eles viveram todo aquele momento do rock brasileiro. O contato foi diferente: era uma banda da época deles e que representava toda aquela geração.
Quando eu comecei a me dar conta de que existia uma banda formada em Brasília que se chamava Legião Urbana, o Renato Russo já tinha morrido e a geração mais velha já sabia cantar as músicas de trás pra frente. E, na verdade, isso me fascinava.
Então, resolvi correr atrás do "Tempo Perdido", porque, além de achar as músicas geniais, eu as achava tão demoradas e difícieis, me orgulharia de saber cantá-las. Comecei então, a escutar mais e saber mais sobre a banda. Quanto mais eu sabia, mais legal achava.
Quando vi, eu já sabia a história de Eduardo e Mônica inteira, sabia que Sereníssima era como era conhecida a cidade de Veneza e que isso não tinha nada a ver com a música, sabia de cor todas as conversas entre uma música e outra do cd Acústico MTV. Mas me faltava uma coisa: faltava saber cantar Faroeste Caboclo, a música do "tal João de Santo Cristo" que tinha quase 10 minutos de duração sem nenhuma repetição.
Me dediquei pra aprender: ouvi várias vezes seguida, acompanhava com a letra, até que decorei. Hoje, sempre que me pego cantando Faroeste Caboclo por aí, me divirto lembrando de toda essa minha dedicação. Agora é tão óbvio saber quantas vezes João foi para o inferno ou o que o fez ir até Brasília.
Pois bem, eu estou contando toda essa história para que todos possam perceber a minha empolgação ao ver que será lançado um filme com a história de João de Santo Cristo. O filme receberá o mesmo nome que a canção e contará com Ísis Valverde como Maria Lúcia, Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo e Felipe Abib como Jeremias. A única coisa chata é que ainda não tem data prevista para o lançamento. Mas vou aguardar, cheia de expectativas.

Em homenagem ao filme e pra eu poder me divertir cantando, Faroeste Caboclo:


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Hooligans

Hooligas é um filme sobre torcidas organizadas de Londres. Foi dirigido por Lexi Alexander e lançado em 2005. Além disso, conta a história de Matt Buckner, um estudante de Jornalismo que é expulso injustamente da Universidade de Harvard, dois meses antes de se formar.
Esse filme, pra mim, tem história. Tantas pessoas diferentes, em épocas diferentes, o indicaram para mim. Mas, por algum motivo, eu sempre o deixei para depois. Sempre preferia assistir algo menos sangrento, menos violento, até que, finalmente me rendi. Depois de 5 anos, eu resolvi ver o que esse filme tem de mais, para todos gostarem tanto.
Sinceramente? Não sei muito bem. Embora eu o tenha considerado mais leve do que imaginava, o filme não tem nada de diferente do que podemos imaginar ao se tratar de torcidas organizadas: um fanatismo louco que gera muitas mortes e brigas para os envolvidos e até pra quem não tem nada a ver com a história. Se bem, que eu acho que essa é uma análise superficial. O filme nos mostra muito além das mortes e do sangue. Mostra, realmente uma paixão e um companheirismo. Se é loucura ou não, aí já é outra conversa.
Mas talvez seja esse o ponto. Talvez por nos apresentar o sentimento dos torcedores fanáticos, é que as pessoas, e eu, gostamos tanto do filme. Só a violência, a rivalidade seria pouco, mas a parceria das pessoas dentro da torcida, outros que resolvem abandonar tudo aquilo, porque sabem que não dá para conciliar com uma "vida normal"... Tudo isso torna o filme incrível.
Além disso, devo comentar que além das várias indicações, outro atrativo foi o fato do protagonista ser um jornalista. E chega ser engraçada a repulsa que as torcidas têm para com os jornalistas.
Eu sempre soube que existe o Hooligans 2 e há pouco tempo descobri que há também o 3, mas acho que ainda levarei alguns anos para dar continuidade à história. Até porque, o 2 não foi tão elogiado quanto o primeiro.
Pois bem, para finalizar, deixarei um trecho do filme. A melhor parte, aliás. O deixo pela música, que é ótima e ficou muito boa com todo o drama do momento.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Querido John

Melhor que possuir algumas coisas é idealizá-las. Acho que isso acontece com todo mundo: você quer muito um celular, ou qualquer outra coisa, daí quando você finalmente consegue, ele perde a graça. Ou então, você quer muito que seja lançado um novo cd, um novo livro, e quando você finalmente pode conferir a novidade, ela nem é lá grandes coisas. O que aconteceu comigo foi com um filme.


Eu já tinha ouvido falar da história, sabia que era bonitinha. Vi o trailer, gostei. Fui à locadora algumas vezes e ficava admirando a capa do dvd, mas eu sabia que imaginar como realmente seria a história a deixaria bem melhor do que vê-la. Por isso hesitei tanto em locar.
Porém, um dia, vencida pela curiosidade, finalmente aluguei "Querido John" convicta de que seria mais uma história do garoto americano que vai pra guerra e deixa a mocinha aos prantos, morrendo de saudade e de medo de perder o grande amor da sua vida. E de histórias assim o fim só pode ser dois: ou ele morrerá na guerra e a mocinha sofrerá até o fim dos seus dias, ou ele será um herói americano e voltará para os braços de sua amada para viverem felizes para sempre.
Não falarei qual das opções é o final do filme, para não perder a graça para quem ainda não assistiu, mas de qualquer forma eu esperava mais. Não vou falar que é ruim, porque filmes água com açúcar numa tarde de tédio vão sempre bem, além disso, achei as cenas da praia muito bem filmadas. Mas mesmo assim faltou algo que tocasse o meu coração e me fizesse sentir a dor do casalzinho (o que geralmente me ocorre nesse tipo de filme e me deixa com aquela sensação triste pro resto do dia - quando o filme é convincente). Porque tirando a história bonitinha da lua cheia, que com certeza eu lembrarei e levarei comigo por um bom tempo, faltou algo que me cativasse na história toda.
Enfim, eu nem achei o John tão querido assim e teria saído mais satisfeita se apenas o tivesse idealizado.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fica a dica: A Origem

Entre um filme de romance e um de ação/suspense eu sempre fico com o romance. Não por não gostar de ação, mas porque geralmente preciso de um incentivo para ter paciência para vê-los. Já os romances, é só sentar e assistir - e chorar. Mas quando 3 pessoas me indicam o mesmo filme de ação em menos de uma semana, aí eu sinto-me na obrigação de assisti-lo.
Pois bem, o filme que me foi indicado e que me faz escrever aqui no PITACOS PERTINENTES hoje é "A Origem", dirigido e produzido por Christopher Nolan. Lançado ano passado e com atores como Leonardo DiCaprio e Ellen Page, a história é incrível e nos prende a atenção desde os primeiros minutos.
Leonardo DiCaprio interpreta Dom Copp, um homem que consegue roubar segredos do inconsciente das pessoas, e que recebe a difícil missão de implantar uma ideia na mente do empresário Fischer, em troca de sua liberdade para retornar aos Estados Unidos e rever os filhos.
Porém, o mais fascinante da trama é a forma como o personagem realiza essa missão: através dos sonhos. Com uma equipe especializada em manipular os sonhos de outras pessoas, Copp consegue atingir vários níveis dos sonhos, sendo que todos têm influência um sobre outro e sobre a vida real.
Além disso tudo, há os problemas com a mulher, os quais Copp não consegue superar e nem afastar da sua vida e dos seus sonhos. Tem também o totem que, ao mesmo tempo que têm a função de auxiliar em entender o que é real e o que é sonho, acaba nos deixando com a dúvida se tudo no final das contas não passou de uma ilusão de Dom Copp.
Cada detalhe deixa a história melhor e mais intrigante. Há tempos não via um filme tão bom quanto "A Origem", vale muito a pena. Fica a dica.

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Facebook

Há alguns dias atrás criei uma conta no Facebook. Criei porque uma amiga falou pra eu criar, mas confesso que não vi tanta graça. Acostumada a usar o Orkut, o Facebook só me pareceu uma versão mais bonita, chique e complicada de rede social. Mas tudo bem, manterei minha conta lá, na esperança de um dia sentir a emoção que todos sentem em usá-lo. Quem sabe ela não esteja chegando aos poucos?
Hoje fui ao cinema assistir " A Rede Social". O filme já está em cartaz nos cinemas há algum tempo e conta a história da origem do Facebook. No começo, eu estava achando o filme interessante, mas não havia nada que prendesse a minha atenção. Eu estava sentindo sono. Porém, com o desenrolar da história, comecei a gostar e achar tudo aquilo o máximo.
O "The Facebook", como foi inicialmente chamado, foi criado por um nerd estudante de Harvard, Mark Zuckerberg. Mark tinha apenas 20 anos e seu plano era criar uma rede social apenas para os estudantes de Harvard. Mas em pouco tempo, a rede se expandiu e chegou a outras Universidades, até virar o que é hoje: uma rede social com adeptos por todo o mundo.
Porém, o jovem passou por vários problemas para conseguir manter o sucesso e o site no ar e, além da genialidade de Mark, isso foi o que mais me chamou a atenção na história do Facebook.
O filme vale a pena, e acho que criar uma conta no Facebook também. Nem que seja só para manter o prestígio e aumentar ainda mais o sucesso da rede social que fez de Mark um dos jovens mais ricos dos Estados Unidos.

Mark Zuckerberg: criador do Facebook

domingo, 21 de novembro de 2010

Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 1



Na última sexta-feira, 19, estreou a primeira parte do sétimo filme do Harry Potter. E lá fui eu para a fila do cinema. Mas não para assistir e sim, para fazer uma reportagem sobre a estreia do filme. E como toda estreia de Harry Potter, havia fila e pessoas caracterizadas com camisetas, capas, varinhas e cachecol.
Nas entrevistas com as pessoas perguntei sobre o que elas achavam sobre o filme ter sido dividido em duas partes, deixando o melhor para a parte 2, e todas falaram que, com certeza, o filme seria melhor assim, pois é muita informação e muito detalhe pra compactar apenas em uma parte.
Além disso, perguntei também, para aqueles que realmente gostam das histórias de J.K. Rowling, como seria depois que os filmes acabassem e se já havia alguma outra coisa que eles gostavam e que iria suprir a falta dos filmes do HP. As respostas também não se diferiram, todos responderam que não havia nada para comparar com as histórias do bruxinho e que seria triste depois que estreasse "Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 2" e a história chegasse ao fim.
Ontem (sábado, 20), então, resolvi encarar a fila outra vez, mas dessa vez fui mesmo conferir o filme que está bem legal, mas que não resolve muita coisa (porque o gran finale e várias coisas importantes ficaram para a parte 2, óbvio). E saí da sala do cinema superentusiasmada e, como nos filmes anteriores, não vendo a hora de lançar o próximo, porém, dessa vez é diferente, porque eu quero ver o outro filme, mas não quero que acabe.
Não sou viciada em HP, mas gosto dos filmes (para os livros eu não tenho saco) e mesmo assim, me perguntei (e me pergunto) como será depois de acabar HP, e fiquei sem a resposta. Acho que vou apenas ficar na expectativa para o próximo filme, sem pensar que será o último em que verei os fofos do Harry, Rony e Hermione juntos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

The Romantics II

Como já foi dito no post abaixo, The Romantics é o nome do novo filme que Katie Holmes estrelará. Então, a loja J.Crew aproveitou o elenco do filme para posar para o novo catálogo. As fotos ficaram bem humoradas e incríveis.

 
 
 
   

domingo, 22 de agosto de 2010

The Romantics I


"The Romantics" é o nome do novo filme estrelado por Katie Holmes, que será lançado no começo de setembro nos Estados Unidos.
Além de Katie, o elenco do filme baseado no romance de Galt Niederhoffer, também conta com Josh Duhamel, Adam Brody, Elijah Wood, Anna Paquin, que contam a história de sete amigos da época da faculdade, que se reencontram para o casamento de Lila (Anna Paquin) e Tom (Josh Duhamel), mas Laura (Katie Holmes), uma das damas de honra, teve um caso com Tom no passado e ao reencontrá-lo, a harmonia da reunião é colocada em risco.
É mais um filme água-com-açúcar, mas a história parece ser bonitinha e tem o Adam Brody...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

De Hollywood para a Moda

O Shopping Iguatemi, em São Paulo, está com a exposição "De Hollywood para a Moda" desde o dia 16 de agosto. A mostra é de vestidos usados por divas como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn em filmes hollywoodianos e franceses, e são de propriedade do cinéfolo e estilista norte-americano Gene London, que esteve presente no dia da abertura da exposição.
O vestido de cereja originalmente usado por Marilyn em "Os Desajustados" está sendo exposto e os outros seis são réplicas, como o clássico vestido branco que a atriz aparece segurando a saia em um duto de ventilação no filme "O Pecado Mora ao Lado".
Além dos vestidos de Marilyn tem o vestido usado por Audrey em "Cinderela em Paris", Vivien Leigh em "E o Vento Levou", o tomara-que-caia preto usado em "Gilda" por Rita Hayworth, e o vestido de Grace Kelly em "Ladrão de Casaca".
As peças estão expostas no Espaço Fashion do Shopping Iguatemi até o dia 30 de agosto e a entrada é franca.


Marilyn Monroe

Rita Hayworth

Audrey Hepburn

Vivien Leigh

Grace Kelly

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Modigliani

      Assisti na faculdade ao filme "Modigliani - Paixão Pela Vida", em que Andy Garcia interpreta e vive a história do pintor italiano Amadeo Modigliani. O artista pertencia a uma família pobre judia e teve uma vida marcada pela ironia desde o seu nascimento. No momento em que sua mãe estava em trabalho de parto, os credores invadiam sua casa para pegar os móveis, mas foram impedidos, pois como determinava a lei da época, a cama de uma grávida ou com filho recém-nascido não podiam ser tomadas. A alternativa encontrada pela família, foi amontoar todos os móveis sobre a cama para, então, livrarem-se da ruína.
        Desde então, a vida de Modi foi caracterizada por sua alegria: dançava sobre as mesas, jorrava felicidade por onde passava. Viveu uma vida boêmia, uma grande paixão por Jeanne Hebuterne e uma enorme rivalidade com Pablo Picasso.
      Suas obras eram revolucionárias para sua época, pintava muitos retratos e nus femininos, alongados e com movimentos. O artista morreu dia 24 de janeiro de 1920 e no dia seguinte, sua amada, Jeanne, inconformada com a morte de Modigliani, se suicidou, grávida de 9 meses, ao atirar-se do quinta andar de um prédio.

      Eu conhecia algumas obras do Modigliane, mas não sua história, e ao conhecê-la eu passei a admirar mais o artista e a entender melhor suas obras. Vale a pena assistir!


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

One Day I

       Anne Hathaway e Jim Sturgess estão gravando o filme One Day, onde interpretarão Emma Morley, uma mulher da classe trabalhadora e Dexter Mayhew, que será um homem rico.
      A história é uma adaptação do romance de David Nicholls e conta sobre o casal que se encontra pela primeira vez em 1988 na graduação e planeja se encontrar uma vez por ano, durante 20 anos. A história é manjada, mas parece ser aquelas comédias românticas bonitinhas.
      As gravações do longa começaram no primeiro dia de agosto, na Bélgica, e o que chama a atenção é o figurino da Anne Hathaway, que aparece de cabelos curtos, óculos de nerd, vestido florido e coturno, lembrando um dos primeiros papéis da sua carreira, a desajeitada Amelia Thermopolis, do Diário da Princesa.


A estreia do filme está prevista para 2011.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Piratas do Caribe 4

Depois de quatro anos, Piratas do Caribe voltará às telas dos cinemas. O filme Piratas do Caribe - On Stranger Tides, foi bastante comentado no Comic Con 2010, que aconteceu em San Diego, dos dias 22 a 25 de julho.
O evento cultural apresentou um teaser sobre o quarto filme da saga, cuja história apresenta Penelope Cruz, uma mulher do passado de Jack Sparrow, que ele reencontrará e lhe fará viver novas aventuras no navio do pirata Barba Negra.
A previsão de lançamento do "Piratas do Caribe 4" é para maio de 2011.

Veja o teaser aqui:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Filme: Lembranças

Férias, mais do que qualquer outra época da vida, é para assistir filmes, então peguei alguns para ver durante a semana. E entre várias opções, eu decidi ver primeiro "Remember Me" (Lembranças).
O filme tem como protagonista Robert Pattinson e isso já me atraiu, não só por ele ser um dos bonitinhos do momento, mas porque queria vê-lo interpretando alguém normal, que não envolva bruxaria e vampiros. E eu gostei dele no filme, embora seu papel não exija muito.
O desenredo do longa-metragem é sobre Tyler Roth (Robert Pattinson), que não consegue superar a morte do irmão mais velho e tem que lidar com um pai distante e uma irmã de 11 anos, que sofre pela ausência do pai e pelo desprezo dos amigos da escola. No meio da história, Tyler se apaixona por Ally (Emile de Ravin), filha de um policial, que viu sua mãe ser assassinada quando ainda era pequena.
Eu não digo que Lembranças é um filme imperdível, porque não é. Ele é meio sem ação, chega a ser um pouco cansativo, mas uma coisa me chamou a atenção e por isso resolvi comentar sobre ele no blog.
Assistindo o filme eu pensei como ele terminaria e tudo ficaria bem, mas não é assim. O final do filme é totalmente inesperado. Eu fiquei pasma quando ele chegou ao fim. O que tem o todo o fime sem surpresas, tem o final com uma reviravolta.
Atrevo-me a dizer que só pelo final do filme (tá bom, e pelo Robert!) vale a pena assistir o filme inteiro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Assista Raul!

Hoje, 28 de junho de 2010, Raul Seixas estaria completando 65 anos se não tivesse falecido devido a uma pancreatite aguda ocasionada pelo alcoolismo e falta de cuidados com a sua diabetes.
O auge da trajetória de Raul foi na década de 70 , quando lançou seus grandes sucessos, como Gita, Tente Outra Vez, Sociedade Alternativa. E com esses sucessos tornou-se o maior representante do rock brasileiro e se consagrou até os dias de hoje.
Mesmo após a sua morte, o eterno “Maluco Beleza” permaneceu nas paradas de sucesso: vários álbuns póstumos foram lançados, alguns com músicas inéditas, inclusive uma música, que foi censurada pela ditadura, foi lançada ano passado por Mazzola, seu produtor musical. E desde o ano passado está sendo preparado, por Evaldo Mocarzel e Walter Carvalho, um longa-metragem sobre a vida de Raul.
O filme Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio, que era para ser lançado em 2009 quando completou 20 anos da morte do artista, contém imagens inéditas e depoimentos de várias pessoas ligadas a Raulzito, como Caetano Veloso, Tom Zé, Pedro Bial, Nelson Motta, e claro, Paulo Coelho, seu amigo e parceiro musical.

Enquanto o longa não estreia, assista ao trailer oficial: