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domingo, 13 de novembro de 2011

Um Amor Para Recordar

       Há uns oito anos atrás eu assisti pela primeira vez o filme Um Amor Para Recordar, do Nicholas Sparks. Até hoje eu lembro exatamente da minha reação: eu estava assistindo sossegada até o momento em que a Jamie contou para o Landon que ela tinha leucemia. Depois dessa cena começou o maior chororô. Como assim? Ela não poderia morrer depois de tudo que tinha acontecido, depois de transformar o Landon em uma pessoa melhor. 
       Depois dessa vez, e ao longo desses oito anos que passaram, eu assisti esse filme muitas vezes. Em todas elas eu ficava com a mesma indignação -acho que até alimentava uma esperança de surgir um fim alternativo. Agora já me conformei, embora eu sofra e chore todas as vezes que assisto ao filme, já lidei com a situação de que em quase todas as histórias do Nicholas Sparks alguém tem que morrer. 
       Bom, mas não é sobre as tragédias dos filmes do Sparks e nem do filme que eu quero falar e sim, do livro Um Amor Para Recordar que foi lançado na metade deste ano, depois de nove anos da estreia do filme. 
       Por mais surpreendente que isso possa ser, dessa vez eu não falarei que o livro é muito melhor, que eles estragaram completamente a história ao adaptá-la para virar filme, simplesmente porque, pela primeira vez na minha vida, eu continuo gostando mais do filme. 
      A vantagem do filme já começa porque a história não foi muito modificada, o que deixa a essência do filme igual a do livro. No entanto, ao meu ver, o filme foi mais detalhista e mostrou melhor toda a trajetória do Landon como um menino problema que não gostava da Jamie, até os dois estarem completamento apaixonados e ele se tornar outra pessoa, que se preocupava e ajudava os outros e fez tudo o que pôde pra fazer da Jamie a pessoa mais feliz do mundo no pouco tempo de vida que teve.  
       Quanto à história do livro, eu achei que se focou mais no que aconteceu pra eles se apaixonarem do que depois que eles estavam apaixonados e juntos. Quando a história finalmente chegou no ápice do romance, que era a parte que eu realmente queria ler, tudo aconteceu muito rápido: eles se apaixonaram e quando começaram a ser um casal, Jamie começou a sofrer com a doença e logo o livro acaba. 
       Eu gosto tanto do filme e acredito tanto na regra dos livros serem melhores do que os filmes, que eu depositei muita expectativa no livro. Mas, mesmo me decepcionando um pouco com o livro e sabendo exatamente como ele terminaria, eu terminei de ler com o olho cheio de lágrimas pensando que eu nunca conseguirei encarar essa história sem chorar. Além disso, eu acho que valeu à pena a leitura, porque além do livro ser pequeno e a leitura ser rápida, não deixa de ser uma história que eu ainda me recordarei por muito tempo. 


"O nosso amor é como o vento, 
não posso vê-lo, mas posso senti-lo"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Querido John ll

      Estava vendo alguns posts antigos e em um deles (aqui) o meu assunto foi o filme Querido John. No post comentei o quanto desejava assisti-lo e o quanto me enrolei para finalmente locá-lo. Por fim, deixei o meu comentário sobre o filme, falei que a história não era ruim, mas eu esperava mais. 
     Ao ler esse post fiquei muito brava comigo mesma e senti a obrigação de vir me redimir, porque na metade do ano resolvi dar mais uma chance ao John. Dessa vez fui mais esperta: li o livro. 
     Como sempre acontece, a história do livro, lançado em 2006 por Nicholas Sparks, sofreu algumas mudanças ao ser transformada em filme. Algumas, realmente, não faziam diferença, porém, outras desapontam e mudam até o rumo da história. 
      Se o filme me decepcionou, o livro tirou todas as más impressões da história do mocinho que se separa da mocinha por causa do exército. Na verdade, a história realmente é tudo aquilo que eu esperava desde a primeira vez que assisti o trailler. Realmente é aquele romance que te deixa aflita pelo casal que tem milhões de motivos para não ficar juntos.
      A descrição dos personagens não bater, os detalhes e as cenas serem alteradas, são toleráveis. Mas mudarem o fim do filme é inaceitável! O final do livro é lindo, é o que qualquer leitor de Nicholas Sparks espera. Sem falar que deixa com aquele desespero de que não pode ter acabado, não naquele momento, não daquele jeito. E toda essa cena incrível foi trocada por um fim sem graça, no filme, que não nos deixa claro qual a conclusão da história. 
      A minha opinião é que o filme foi tão alterado no final, que acabou se tornando superficial. Filmes de romance pedem um fim, nem que ele seja trágico. Porque quando assistimos um filme água com açúcar igual ao Dear John, é porque queremos sofrer junto com o casal, ou idealizar uma vida igual a deles e não ficar na incerteza do "tá, e agora?".



       Bom, eu sei que nem o livro e nem o filme são novidades para ninguém, mas eu precisava comentar que Dear John não foi um desgosto completo. E para quem ainda não leu ou não viu o filme, eles são válidos. 
A minha sugestão é que, as pessoas não deixem de assistir, porque o filme não deixa de ser um romance com um personagem bonito e apaixonante. Mas, principalmente, não deixem de ler o livro, a alma da história está ali. E para quem não fez nenhum dos dois, comece pelo livro, pra decepção ser menor.