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domingo, 30 de junho de 2013

A Menina Sem Qualidades

      A Menina Sem Qualidades é a primeira série de dramaturgia produzida pela MTV Brasil. Com 12 episódios, que foram exibidos entre os dias 27 de maio e 14 de junho, a série foi dirigida por Felipe Hirsch, e tem o enredo baseado no livro homônimo da escritora alemã Juli Zeh. 
       Eu comecei assistir a série de forma meio aleatória: apareceu um anúncio no facebook, o nome chamou minha atenção e comecei a ver. Não li a sinopse, nem sabia que a série era uma grande aposta do canal - que, segundo boatos, está passando por um momento de crise.  Sem saber do que se tratava, comecei sem expectativas e confesso que o primeiro episódio me agradou, me deixou intrigada e me fez querer ver a continuação. 
       A partir do segundo episódio eu comecei a me decepcionar. Desde então, fiquei pensando que esse seria um assunto pra trazer aqui para o Pitacos. Com muita preguiça (e tédio!), cheguei ao décimo segundo episódio. Queria ter certeza sobre o que ia escrever e alimentava uma esperança de que a série voltaria a me agradar. 


      Pois bem, não tenho muito o hábito de correr atrás do que as pessoas postam sobre as séries que eu vejo, mas A Menina Sem Qualidades, muitas vezes me fez pesquisar para ver o que as pessoas estavam achando, se elas compartilhavam dos mesmos pensamentos que eu. A conclusão que cheguei é que teve muita gente que achou genial, e teve muita gente, que assim como eu, não gostou - e os motivos geralmente eram os mesmos. 
      Umas das coisas que mais me incomodou em todos os episódios foram os diálogos. Achava todos eles extremamente forçados. Ninguém tem comportamentos e conversas iguais as que a série apresentava. Desde a conversa da Ana com a mãe, com o namorado ou com os professores. Ninguém mantém aquele tipo de comportamento, e essa falta de realidade, me impedia de entrar na história que estava sendo contada. 
        Os personagens falavam com um sotaque que não me convencia, e que tornava a série menos real ainda. De todos, os que mais me incomodavam, era o do personagem Alex. Quanto à atriz principal, Bianca Comparato, atriz que já fez novelas na Globo e, n'A Menina Sem Qualidades viveu a personagem principal Ana, sua atuação não foi capaz de criar em mim um sentimento. Ana não era uma personagem que eu gostava, torcia ou me identificava. No entanto, eu também não a odiava e nem esperava que lhe acontece algo de ruim. Acho que me manter indiferente não só a ela, como aos demais personagens, foi um dos motivos para a série se tornar um tédio em muitos momentos. 
        Em um dos comentários que li durante minhas pesquisas foi de que a série era superficial. Ao fim dos 12 episódios, acho que essa é a melhor definição. A Menina Sem Qualidades trata da relação sexual entre aluna e professor, do relacionamento complicado entre mãe e filha, de uma menina que sofre bullying na escola. Se propõe a abordar tanta coisa, mas no final das contas, não sai da superficialidade de nenhum desses temas. Para mim, as coisas acontecem e de repente ficam sem explicação e resolução. O assunto é levantado e não é discutido. O resultado foi que a série acabou e eu fiquei cheia de interrogações.


Há qualidades

         Mas, não, a série não é de todo mal. Se a história não me conquistou, tenho que admitir que duas coisas foram muito bem abordadas e usadas, elevando o nível d'A Menina Sem Qualidades. A primeira delas: a forma com que foi filmada. Em muitas cenas, dava para perceber que tripés e suportes que dão estabilidade aos equipamentos foram deixados de lado, apostando no movimento de câmera. Há também filmagens em close up, ou mais abertas que apresentam bem os ambientes em que as cenas se passam. Acho que as apostas na forma de filmar acrescentou muita qualidade e linguagem à série, tornando-a mais dramática, mais intimista, dando suporte a atuação dos personagens.
       Várias cenas me chamaram a atenção ao longo dos 12 episódios, mas a que mais me marcou, aconteceu no décimo primeiro, em um momento que a Ana e o Olavo estavam sentados próximos da piscina, conversando. Quando eles se levantam, a câmera se movimenta com os personagens e, enquanto o diálogo continua, a câmera fica, por alguns instantes, filmando apenas a sombra dos dois projetadas na parede. Achei genial!
         O segundo ponto forte da série? A trilha sonora! Do início ao fim dos episódios, as músicas escolhidas são ótimas. Muitas, para não dizer a maioria, eu nem conhecia, mas eram tão boas e combinavam tanto com as cenas, que davam vontade de pausar o episódio para ir em busca das músicas para depois ouvi-las. Uma que me chamou a atenção, foi a versão da Video Game - da Lana Del Rey - e, n'A Menina Sem Qualidades aparece na voz de Boy George. Além de ser ótima, a música se encaixa perfeitamente na relação de Ana e Alex. Ponto para a produção!




      Eu assisti todos os episódios da série online, no site da MTV, o que eu acho que torna o canal digno de créditos. Além da comodidade de podermos assistir da forma e na hora em que bem entendermos, sem ter que baixar, os episódios eram disponibilizados no dia seguinte à exibição na televisão. No site, há ainda vídeos do making of, fotos e o melhor de tudo: a playlist de cada episódio. Para quem ainda não viu a série, ou está em busca das músicas, seguem os links abaixo. Enjoy it!



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

The Carrie Diaries

        Antes mesmo de ir ao ar pela primeira vez, a nova série do canal The CW já contava com uma coisa a seu favor: ter como personagem principal a eterna Carrie Bradshaw, de Sex and The City. Somando isso à uma história leve e gostosinha, foi um pulo para The Carrie Diaries se tornar a nova queridinha no mundo das séries.


        A nova Carrie Bradshaw é vivida pela atriz AnnaSophia Robb que, com apenas 19 anos de idade, já possui uma lista extensa de trabalhos. No elenco também estão Katie Findlay, que viveu a personagem Rosie Larsen no seriado The Killing; Chloe Bridge, que fez algumas participações em New Girl, 90210 e Suburgatory; e Austin Butler, que vivia o Wilke em Switched at Birth antes de ser o Sebastian de TCD. 
       Juntos eles formam parte do elenco de The Carrie Diares, que se passa em 1984 e retrata a adolescência da Carrie. Mostrando sua evolução como a menina do subúrbio que começa a descobrir New York ao mesmo tempo em que está crescendo e passando pelas primeiras experiências de sua vida, como primeiro emprego, primeiro relacionamento, primeira transa. Tudo isso, tendo que lidar com a perda recente da mãe e com a irmã mais nova revoltada. 
     E já que se trata de Carrie Bradshaw, lógico que a série conta também com moda e bom gosto para as roupas. Além disso, a trilha 80's é outro ponto forte. Afinal, é sempre bom ouvir Girls Just Wanna Have Fun e Like a Virgin, entre outras várias coisas legais que são "desenterradas" por TCD. 


       Eu comecei a ver sem muita expectativa. A impressão que eu tinha era de que seria adolescente demais (o que talvez seja). Mas acabei gostando e me apegando. Outra coisa que pensei foi que lembrava muita à história de Jane by Design - série que contava sobre uma menina que gostava de moda e viva uma vida dupla: ora era a adolescente que sofria com o Ensino Médio, ora era a adulta que possuía um trabalho. Mas também passei a ter outra visão sobre The Carrie Diaries, já que por enquanto não tem sido muito abordado a questão do trabalho. 
       E, por fim, a minha última opinião, a qual ainda não consegui me desfazer, é a questão do figurino. A série passa nos anos 80 e é bem trabalhada dessa forma. Lógico que ninguém aparece usando celular, computador, ipod, tablets. A trilha sonora, como eu já falei, também reforça bastante a década. Mas no quesito roupas acho a série meio moderninha demais. Eu ainda não existia nos anos 80, então não sou autoridade no assunto. Sei que foi época do exagero e isso aparece bastante: a mistura de cores, estampas, tecido. Mas me parece usadas de uma forma moderna, de uma forma bem 2013. Olhando apenas as roupas dos personagens eu não diria que a série se passa a 29 anos atrás. Esse é o único ponto falho em TCD. De resto, vale à pena ver como teria sido a adolescência de Carrie Bradshaw. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Xoxo, Gossip Girl

      Dizem por aí que não há nada ruim que não possa ficar pior. O cantor Cícero fala em Eu não tenho um barco, disse a árvore que "a gente sempre deixa de cuidar do que já tem na mão". Tudo isso é a pura verdade! Às vezes, temos alguma coisa que não damos a miníma e quando ficamos sem, percebemos que ter aquilo fazia diferença, sim. Eu vivo me deparando com esse sentimento por aí. Pra citar o mais óbvio: relacionamentos (amorosos ou não). Muitas vezes não demos o menor valor pra alguém ou então, reclamamos que algo não vai bem e é só quando não temos mais a outra pessoa (seja por qualquer motivo) que percebemos que ficar sem ela não era a melhor solução. E aí, bate aquele arrependimento, aquelas sensação ruim. Mas em relacionamentos todo mundo um dia aprende que só se dá valor depois que perde.
      Mas fora do mundo amoroso, familiar ou de amizade a regra também se aplica. Esse é o meu exemplo menos óbvio e que venho vivendo na pele nesta semana. Como já disse diversas vezes aqui no PP, assisto Gossip Girl desde o primeiro episódio exibido pela Warner, há sete anos atrás. Vi a Blair ficar com o Nate, com o Chuck, com o Dan e com o príncipe francês. Vi o Chuck passar do pegador para o mais apaixonado e fiel da série. Assisti desde os tempos áureos em que os personagens estudavam no colégio Constance, até os episódios mais chatos pós-escola. 
 
Os tempos de Constance, a melhor época de GG
     Embora eu tenha sido fiel ao longo de todos esses anos, nem sempre a série correspondeu às minhas expectativas. Na verdade, ultimamente eu estava achando tudo um saco. Pra mim, há tempos Gossip Girl tinha perdido o rumo. Quando saíram da escola, foi chato, mas os tempos na faculdade davam pra aguentar. E depois virou um monte de confusão sem fim que estavam acontecendo só porque já estava previsto que a série iria até a sexta temporada. E ela chegou! E com ela, a sensação de arrependimento por eu ter desejado que acabasse logo.
       Nesta semana, foi ao ar nas tv's americanas o episódio New York, I Love You XOXO, o último episódio da série. Eu estava realmente cansada das enrolações de GG e estava contando as horas para que tudo se resolvesse, mas então, quando chegou o último episódio eu assisti cheia de nostalgia. Eu ainda lembro da primeira cena de Gossip Girl ao som de Young Folks, e estava assistindo os últimos minutos ao som de Florence + The Machine. Era o momento pra me despedir da Queen B., da Serena, e dos lindos Nate e Chuck. E do Dan, claro, que por fim se revelou um personagem importantíssimo.
Cena da 5ª temporada
       Além dos personagens principais, outro destaque do último episódio de GG - que eu achei incrível - foi ter aparecido os personagens antigos, como a Vanessa, a Jenny e o Eric, além da participação especial da linda Rachel Bilson. Em pensar que todo esse pessoal não estará mais junto ao longo das minhas semanas dá uma tristeza - aquela de perder algo que eu gostava, mesmo não dando mais valor.
      Mas não são só dos personagens que eu sentirei falta, também ficarei carente das roupas e produções lindas que serviam como fonte de inspiração para mim e para outras pessoas ligadas às amigas S. e B.. Não posso deixar de dar à elas os créditos pelas minhas meia-calças coloridas e pelas tiaras que usei por um tempo nas épocas em que elas estavam no Constance e eu, no colégio.

O momento mais esperado de GG: o final feliz de Chair

      O final não foi muito revelador. Imaginava que seriam aqueles casais e que as coisas se encaminhariam daquela maneira. Claro que não estava nos meus planos quem seria a Gossip Girl, que foi a única coisa que me surpreendeu. Sempre achei que quando eu descobrisse quem fosse a blogueira ia ficar decepcionada por ser a pessoa mais nada a ver da série, mas, no final das contas, até que fez sentido. Mas de uma forma geral, acho que o fim foi um pouco afoito. Ficamos tanto tempo vendo enrolação e o fechamento de tudo aconteceu nos últimos minutos do episódio. Mas a essa altura do campeonato não vale à pena reclamar de mais nada. Só me resta lamentar. Lamentar porque eu falei mal, mas sentirei saudades. Lamentar porque não verei mais os looks lindos da diva Serena, nem poderei contemplar as belezas do Nate e Chuck. Só o que me resta é procurar uma nova série, um novo vício, e quando a saudade bater muito forte, resgatar meus episódios salvos.


Foto do elenco no último dia de gravação 
E, agora, convém como nunca:

Xoxo, Gossip Girl

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bunheads e a volta de Amy Sherman-Palladino

      Há alguns meses atrás eu estava vendo um seriado e no cantinho da tela apareceu a propaganda de uma nova série que iria estrear. Procurei mais informações e vi que as personagens principais eram dançarinas de ballet. Como há em mim um espírito bailarino, fiquei curiosa e resolvi baixar a tal série Bunheads. No começo achei a série meio esquisita, a personagem principal me parecia um pouco fraca. Mas todas essas minhas impressões só duraram até aparecer a Kelly Bishop, que interpreta a Fanny Flowers na série e interpretou a vó da Rory em Gilmore Girls. Não que ela seja a minha atriz preferida, mas ela estar ali, com uma personagem superparecida com a de Gilmore me passou uma certa credibilidade para continuar vendo Bunheads.


       Assistindo aos outros episódios, comecei a me acostumar com a personagem principal, Michelle Simms, e a gostar mais de toda a história que estava sendo construída. Mas também fui vendo outras semelhanças com Gilmore Girls. O humor e as piadinhas de Michelle lembram muito a eterna Lorelai Gilmore. Em alguns momentos dos episódios as duas séries têm uma trilha sonora bem características. Sem falar em vários outros personagens que estão tanto em Bunheads quanto em Gilmore Girls. O marido da Lane em GG, Zach, aparece como o encanador em Bunheads. O excêntrico Kirk de GG também aparece em Bunheads como o também excêntrico dono do café. 
       Bom, depois de eu ter visto metade dos episódios lançados eu reparei no nome que aparece nos créditos e tudo fez sentido para mim. Depois de 5 anos do fim de Gilmore Girls, Amy Sherman-Palladino voltou ao mundo das séries com Bunheads. Isso era só o que faltava pra eu aceitar a série e ter certeza que vou assistir todos os episódios. Depois de crescer com a Rory e se divertir com a relação com a Lorelai, ou então ter sofrido para ver a Lorelai ora com o Luke, ora com o Christopher, é delicioso demais poder assistir uma série parecida com Gilmore
        Por enquanto, a primeira temporada teve apenas dez episódios, mas está confirmado pelo canal ABC Family que a série volta com novos episódios com data ainda a ser definida. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Spoilers Glee 3ª temporada


  
     Essa semana estreiou a terceira temporada de Glee com o episódio The Purple Piano Project. Eu não via a hora que novos episódios fossem lançados, porque, além da saudade que eu estava da série, nessa temporada tem a participação do Samuel, Damian, Alex e a Lindsay, os finalistas do The Glee Project. 
     No entanto, o primeiro episódio já me deixou meio desanimada. Ryan Murphy, um dos diretores da série, já havia comentado sobre as mudanças que aconteceriam nessa terceira temporada e, algumas delas, já foram aplicadas desde o primeiro episódio.
       Pra começar, Chord Ovestreet, que fazia Sam Evans, não faz mais parte do elenco. O ator só participou  da segunda temporada e, depois de ser informado que sua participação não seria regular (o que diminuiria consideravelmente o seu salário em relação ao restante do elenco) resolveu deixar a série. 
      Já Asley Fink, atriz que interpreta Lauren Zizes, continua na terceira temporada, mas com participação reduzida. Ela não fará mais parte do coral e também não fará mais par romântico com Puck. 
      Com o Sam fora da série, o namoro dele com a Mercedes também, óbvio, chegará ao fim. Mas ela não ficará sozinha durante essa terceira temporada, pois já no primeiro episódio aparece Bubba, um jogador de futebol americando que formará seu par romântico.O namoro trará maior destaque à Mercedes que passará também por mudanças na forma de se vestir. 
       Quinn Fabray, interpretada por Dianna Agron, apareceu em novo estilo: de cabelo rosa, tatuagem nas costas e estilo punk. Santana e Brittany voltam a fazer parte das Cheerios. Já Sue Silvester, está preocupada em fazer parte do governo dos Estados Unidos. 
       Outra mudança anunciada por Ryan Murphy é que essa terceira temporada terá menos episódios especiais e tributos aos cantores e menos participações especiais, focando mais nas histórias dos personagens. No entanto, há uma história de uma possível ponta de Anne Hathaway, mas ainda não há nada confirmado. É provável também que Idina Menzel retorne à série. 
      Tirando Puck e Zize que não ficarão mais juntos, os relacionamentos de Emma com o Mr. Schue, Rachel e Finn e Kurt e Blane continuam fortes por enquanto. Aliás, o primeiro episódio já mostrou uma novidade: agora Blane também faz parte do New Directions.  

Novas participações
      Lindsay Pearce, do The Glee Project, já fez sua primeira pequena participação na série e ainda aparecerá em mais um episódio. Alex Newell terá a participação parecida com a de Lindsay, mas só aparecerá mais pra frente. 
     E por fim, os dois vencedores do The Glee Project Damian McGuinty e Samuel Larsen. A participação dos dois acontecerão separadas na série. Damian já começou a gravar e aparecerá no quarto episódio como um intercambista irlandês que ficará na casa de Brittany. Não foi divulgada qual música ele cantará em sua estreia, mas Murphy disse que Damian foi ovacionado pelo elenco de Glee ao gravá-la.
     Samuel já começou a ir para o estúdio também, mas só estreará no episódio nove ou dez, provavelmente como um parente do Puck. Além dos quatro personagens do The Glee Project e do namorado de Mercedes que já foi comentado, outros três personagens também entraram na série. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ryan Murphy

    Dificilmente eu presto atenção no nome dos produtores, autores e diretores dos filmes e séries que eu assisto. A não ser que eles sejam muito reconhecidos, mas, ainda assim, é provável que eu não os conheça e não conheça seus trabalhos.
   Porém, depois dos dez episódios de The Glee Project eu descobri que um dos diretores de Glee se chama Ryan Murphy. Como eu falei no post sobre TGP, eu comecei a gostar bastante dele. Nos episódios ele sempre aparecia simpático e com um estilo... descolado.
    Agora eu já sei e não vou mais esquecer do seu nome nem quem ele é. Então, essa semana fui à locadora e no meio de várias opções de filmes li em um deles "Ryan Murphy" e que filme era? Comer Rezar Amar, um filme que eu estava com vontade de assistir e fiquei ainda mais depois que eu descobri que foi dirigido pelo meu diretor do momento.
    Lógico que eu peguei o filme para ver. Depois de assisti-lo, fui ver uma entrevista com o diretor que tinha nos Extras. Na entrevista, Ryan Murphy fala que ele gosta de dirigir filmes e séries em que o personagem vive os mesmos problemas que ele. Na hora já me veio Glee na cabeça: se ele dirige aquilo que vive ou viveu, ele foi um adolescente rejeitado. Um pouco mais para frente na entrevista ele comenta exatamente isso, que os problemas que os jovens de Glee passam, são coisas que ele passou na sua adolescência.
    Essa declaração me levou a pensar em TGP também. Na série, que escolheu novos atores para participarem da terceira temporada de Glee, Ryan Murphy insistia para que as pessoas mostrassem seus pontos fracos, suas angústias. Agora tudo faz bastante sentido para mim. Ele buscava nas pessoas aquilo que sentia, já que foi a sua fraqueza e a dos personagens de Glee que fez da série o sucesso que é.
     Ainda na entrevista, o diretor conta o porquê de dirigir Comer Rezar Amar. Ele explica que leu o livro de Elizabeth Gilbert quando havia recém terminado um relacionamento e que se identificou tanto que resolveu transformar aquela história em um filme (o que retoma a citação de dirigir aquilo que vive).
    Eu já gostava do Ryan Murphy antes do filme, depois de ver essa entrevista, passei a gostar ainda mais. É legal pensar que as séries e filmes que ele dirige não são histórias para entreter simplesmente, mas é a história dele para impressionar outras pessoas.
   Além de Glee, The Glee Project e Comer Rezar Amar, Ryan Murphy dirigiu também a série Nip/Tuck e Popular. Em filmes sua participação como diretor foi em Correndo com Tesouras. 
   Agora Murphy tem novos projetos a serem lançados. Um deles é a série de terror American Horror Story, uma série de terror prevista para lançar em outubro desse ano pela FX. O outro projeto é o filme "The Normal Heart" que contará a história semi auto-biográfica de Larry Kramer, um ativista que lutou na década de 80 pelo direito dos gays e a luta contra a Aids. O elenco possivilmente terá Julia Roberts e Mark Ruffalo e ainda não tem previsão de lançamento.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Divagando sobre The Glee Project

       Se tem uma coisa que eu gosto, é ver séries. Na verdade, não só ver: eu gosto de senti-la, vivê-la. Não consigo ser uma telespectadora passiva que senta em frente à televisão ou ao computador e apenas assiste. Eu tenho que rir, chorar, ficar brava, com pena... Confesso que, às vezes, até converso com os personagens.
       Sem falar que sempre tem um personagem que eu adoto. Ele vira a minha maior motivação na série, eu viro a sua maior admiradora. Acho que às vezes surge até um amor platônico. É idiota, eu sei, mas pelo menos mostra que a série está sendo legal, porque se não despertasse nada em mim, não teria sentido eu assistir por assistir... 
       Até semana passada a série que estava sendo a minha maior expectativa era The Glee Project, um tipo de "American Idol" para selecionar novos personagens para participar da terceira temporada de Glee. Na "série" dois personagens foram os adotados por mim: Samuel Larsen e Cameron Mitchell. 
       O Samuel foi um gostar à primeira vista. Desde o primeiro episódio, quando eu vi um menino estiloso de dreads, eu decidi que ele seria o motivo de eu assistir TGP. Porém, com o tempo, eu fui descobrindo o Cameron e foi surgindo uma admiração... Quando me vi, estava chorando na frente do computador, porque ele estava saindo da série. 
Os meus dois queridinhos: Cameron e Samuel
       Chorar na frente de um computador por causa de uma série, que nem é pra ser triste, é estranho. Mas mais estranho é me apegar tanto às pessoas que parecem que não são reais. As possibilidades de um dia eu encontrá-los é mínima, assim como a possibilidade deles serem tão incríveis quanto parecem, mas mesmo assim eu sofro e vibro quando o Samuel é o vencedor. 
       Já faz mais de uma semana que Ryan Murphy e Ian Brennan tomaram as sábias decisões dos vencedores da série, mas ainda resta uma sensação de vazio por não ter mais aqueles personagens na minha rotina. Eu tenho que lidar com a sensação de perda de algo que eu nunca tive. 
       Na verdade, isso não é apenas sobre séries, é, também, sobre livros. Tem livros que eu levo meses pra terminar de ler e acabo convivendo tanto com aqueles personagens, que, quando eu termino de ler a última página e fecho o livro, o meu pensamento é sempre o mesmo: "Acabou, agora o personagem sai da minha vida". Ás vezes eu fico até divagando, sobre o que poderá acontecer a ele depois dali, se eles realmente foram felizes para sempre, quantos filhos tiveram, ou como seguiram a vida...
       Bem, neuroses à parte, eu só queria compartilhar que The Glee Project acabou e eu sinto falta de ver o Cameron, o Samuel, o Zach, o Ryan Murphy e o Ian Brennan. Eu sinto falta daquele nervoso que eu sentia a cada lista dos três piores, da "lista de chamada" e dos eliminado cantado "Keeping Hold On". 

Pra terminar e matar a saudades, lhes deixo com uma das melhores apresentações de todas que tiveram em TGP: 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Glee Live Tour

Baixei um dia desses "Glee Live Tour", meio sem saber do que se tratava. Quer dizer, é óbvio que se trata de uma turnê, cujos personagens da série estão realizando, mas não sabia e continuo sem saber (embora tenha pesquisado) sobre essa tal tour. Não sei datas, nem os locais por onde passará. O que sei é que assisti ao show e fiquei com a opinião dividida. Explicarei.
Eu adoro Glee, como todos os leitores estão cansados de saber. Gosto de quase todos os personagens e costumo gostar de suas interpretações nas músicas, quer dizer, costumo gostar das músicas que eles escolhem e quando as ouço na série, fico toda empolgada. Por isso, eu gostei do show, fiquei superanimada com a apresentação de Don't Stop Believin' e quando Kurt aparece dançando Single Ladies.
Porém, ao mesmo tempo, eu acho que isso acaba com a "magia de Glee", afinal, na série, o grupo é o fracasso da escola por serem cantores, e nada daquilo existe, então eles não podem existir na vida real como se fosse uma banda.
Essa história deles fazerem shows e agirem como um grupo musical só vai gerar a banalização da série, das músicas, do grupo, enfim... Logo eles serão reconhecidos mais pelos shows do que pela série, o que eu acho inaceitável. Pense que horror se começar a tocar Glee nas rádios!
O pior é que eu não sei não se isso está longe de acontecer, porque já tem umas histórias rolando por aí de que o elenco de Glee foi convidado a participar da turnê de 2012 da Madonna. A cantora quer fazer algo diferente na turnê que pode ser a última de sua carreira, e já que o episódio "The Power Of Madonna" fez tanto sucesso, ela teve a ideia de levar o pessoal da série para os palcos com ela.
Isso me faz lembrar o tal do RBD, que eu nem sei qual é a história nem do seriado e nem dos shows, mas sei que, o que surgiu na televisão acabou fazendo o maior sucesso nas rádios, tanto que depois que acabou o seriado alguns integrantes assumiram a carreira de cantor. Mas eu espero que não dê para comprar Glee com RBD... né?

Em todo caso, aí vai dois trechos do Glee Live Tour para vocês conferirem:





quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As melhores séries de 2010

Eu gosto de assistir séries, mas não vario muito no estilo. Gosto dessas coisas mais água com áçucar, por isso, ou por coincidência, todas as séries que eu assisto são sobre adolescentes. Cada uma com sua história, com o seu jeito, mas em síntese, são iguais.
Pois bem, já que são essas que eu assisto, essas foram as melhores do ano para mim.

Gossip Girl
Conhecidos por toda a parte e invejados pelos demais jovens, Nate, Chuck, Serena e Blair, são jovens ricos, poderosos, que alcaçam tudo que querem. E isso é realmente o que me atrai, o glamour da vida "escandalosa da elite de Manhattan": as roupas, as festas, a vida. Tudo é tão bem elaborado, tão perfeito e chique. Além disso tem os personagens interpretados por Ed Westwick, Chace Crawford...

Glee


Diferente dos jovens de Gossip Girl, os jovens de Glee vivem no anonimato. Ninguém os admira, nem se quer desejam ser seus amigos. Vivendo com casos de pais gays, homossexualidade, preconceito, os alunos do coral New Directions encontram na música o refúgio dos seus problemas. É isso que me faz gostar das série: além de ter música, elas aindam estão em harmonia com aquilo que está sendo proposto pelos episódios. Melhor que isso tudo, só quando eu vejo alguma das minhas músicas preferidas sendo interpretadas pelo coral.

Skins

Rebeldes sem causa: nada melhor para definir a vida do grupo de adolescentes que vivem à base de festas, drogas, sexo e bebida, para esquecerem os problemas que têm quando cada um está em casa com suas famílias problemáticas.

Pretty Little Liars

Um grupo de amigas que vivem instigadas com a misteriosa morte de uma das integrantes do grupo. A série, apesar de ser feminina, ter alguns romances, é cheia de suspense, às vezes é até meio sombria. Nada de glamour, de histórinhas água com açúcar. A cada episódio a trama fica melhor e deixa o espectador mais curioso para saber sobre o caso da morte de Alisson.


Além disso, não há época melhor para ver séries do que férias, por isso, além dessas, às vezes eu assisto alguns episódios de The O.C. e Friends, para relembrar os velhos tempos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A mais bem vestida de 2010

Assisto Gossip Girl desde o seu dia de estreia, na Warner, há uns dois anos atrás. Hoje, com a série na quarta temporada, é legal ver o crescimento tanto dos atores, quanto de seus personagens, que estão mais maduros e bem mais bonitos.
Dan e Nate bonitos e carismáticos. Chuck Bass, bem, dispensa comentários. As roupas da Blair são lindas e ela é poderosa. Vanessa e Jenny, pra mim, nem fazem parte. E, por fim, a Serena.
A personagem interpretada pela atriz Black Lively é elegantérrima. As roupas da Blair são lindas, mas a da Serena são diferentes, são coisas que eu acho mais possíveis de ver as pessoas usando por aí. Aliás, eu acho que o bom gosto das roupas, vão além do guarda-roupa da personagem. É muito raro eu ver as aparições de Blake por aí e eu não gostar.
Por eu gostar tanto da atriz e das suas roupas estou comentando sobre ela aqui no blog, porque se fosse pra eu escolher uma das pessoas mais bem vestidas desse ano que está chegando ao fim, eu a escolheria. E se fosse pra escolher roupas de alguma personagem, também seria a de Serena Van der Woodsen.
Confira algumas das melhores produções:

Serena







Blake Lively









sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Glee Cast I

Eu sempre comento aqui no PITACOS PERTINENTES sobre músicas regravadas que dão certo, ou não. Então, mais uma vez o assunto será esse. A diferença é que dessa vez a questão não é covers e sim, as músicas que têm sido interpretadas na série Glee.
Sempre gostei de Glee, tanto pelo história quanto, principalmente, pelas músicas. E desde o começo achava as escolhas e interpretações das músicas ótimas, mas nessa segunda temporada as seleções estão me animando ainda mais. A cada episódio é uma supresa nova pra mim. Minhas músicas preferidas estão lá, e o melhor, estão sendo muuuito bem cantadas.

Bom, tudo começou, com Billionaire (de Travie McCoy e Bruno Mars), cantada, na série, pelo personagem Sam Evans:


Depois foi a música Lucky (Jason Mraz e Colbie Caillat), interpretada por Sam e Quinn:


Então, apareceu a música Just The Way You Are (Bruno Mars), interpretada por Finn:


E por fim, a música Hey, Soul Sister (Train), interpretada pelo coral Warblers:

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Katy para crianças

Enquanto Britney Spears ganha um episódio todo sexy na série Glee, Katy Perry é "barrada" de aparecer em um dos episódios da Vila Sésamo. A cantora apareceria em um episódio junto de Elmo, cantando "Hot N' Cold" numa versão para crianças, porém o episódio não foi e não irá ao ar, porque houve muitas reclamações sobre o figurino de Katy, dizendo que era inapropriado para crianças.
Eu achei que não tem nada demais, as crianças têm acesso a coisas muito piores e ninguém diz nada.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Gossip Girl 4ª temporada

Eu sei, é uma vergonha, mas só ontem consegui terminar de ver a 3ª temporada de Gossip Girl. O bom de ter demorado pra assistir todos os episódios é que não terei que esperar muito tempo para a próxima temporada, que estreará daqui a 27 dias nos Estados Unidos.
No último episódio da 3ª temporada, com o reaparecimento da Georgina e com o assalto de Chuck, já deu para ver que haverá novas "fofocas" na nova temporada, que está sendo gravada em Paris e conta com duas novas personagens: Clemence Poesy e Katie Cassidy, que provavelmente se envolverão com Chuck e Nate, respectivamente.
Tudo isso sem falar nas roupas, que como sempre estão lindas, com muitas cores e estampas, mostrando as tendências do verão.

Assista ao trailler da nova temporada.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Glee

       O pessoal da série Glee fez um encontro com os fãs em Los Angeles para falar sobre a segunda temporada, que estreará em setembro nos Estados Unidos. Além dos fãs ter visto Mark Salling, Mathew Morrison e Cory Monteith de pertinho, eles, e o resto do elenco que participou do evento, ainda cantaram e dançaram algumas músicas.


       Algumas novidas da segunda temporada é que Britney Spears fará uma participação em um episódio; Mercedes provavelmente ganhará um namorado; Tina e Artie vão continuar juntos. Pela primeira vez os pais gays da Rachel irão aparecer e Kurt terá um namorado.
      Em entrevista, Ryan Murphy, o criador da série, comentou sobre o final da temporada, que será em Nova York, na competição nacional de corais e pra aumentar o suspense, afirmou: “Ainda não decidi se eles irão ou não para a competição”.
Abaixo, segue um vídeo em que Mark Salling e Mathew Morrison cantam "Somewhere Over The Rainbow" no encontro em Los Angeles: