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segunda-feira, 16 de julho de 2012

One Day III


       Depois de alguns meses inativo, o PP volta com mais um comentário sobre a obra de David Nicholls, Um Dia. Sim, eu sei que o post de baixo já foi sobre isso, mas depois de ter comentado sobre o livro e de ter postado aqui as fotos das filmagens - que foi o que despertou o meu interesse - eu finalmente assisti o filme e senti uma necessidade imensa de comentar. Então desculpe a repetição, mas me sinto obrigada a cometê-la.  
       Bem, o que aconteceu foi o seguinte: depois de ler o livro e ter tirado todas aquelas conclusões, eu corri para ver o filme, mas com a história fresca na cabeça., achei chato e repetitivo assistir logo em seguida. Depois o tempo foi passando, eu fui me enrolando e acabei assistindo só agora. 
       Pois bem, o filme começa no dia 15 de julho de 1983, com uma trilha sonora e uma fotografia linda que se mantêm durante todo o filme. A data marca o encontro de Emma Morley, vivida por Anne Hathaway, e Dexter Mayhew, vivido por Jim Sturgess. Porém, ainda que o filme em sua maioria tenha se mantido fiel ao livro, já começa com uma pequena diferença que me deixou com o pé atrás e, que pra mim, já fez toda a diferença.
      Com o desenvolvimento do filme e o passar dos anos pude perceber mais alguns momentos em que foram um pouco alterados, ou que não tiveram tanta atenção. Em algumas partes, tive a impressão de que se não tivesse lido o livro e não conhecesse bem a história, muitas coisas passariam despercebidas ou, talvez, eu não teria entendido muito bem.
     Além disso, ainda que eu ache a história linda, a escolha dos atores ótima e a construção dos personagens muito inteligente, tive exatamente o mesmo problema que tive durante a leitura do livro: a passagem dos anos acontece muito rápido. Se no livro eu achei que o melhor da história ficava sem explicação, no filme, devido à necessidade de resumir a história, ficou ainda pior.
       O fim do romance acontece no mesmo dia em que tudo começou, vinte anos depois. O fim tanto do filme quanto do livro foram os mesmos, o que achei que acrescentou bastante. Mas o que mais me intriga quanto ao final dos dois e que me faz postar sobre o mesmo tema várias vezes é que eu termino com uma mistura de opinião. Ao mesmo tempo que eu penso que é uma história bonitinha, que todo mundo espera ter e que eu pense que Anne Hathaway e Jim Sturgess formaram um dos melhores casais que eu já vi, eu tenho também a impressão de que utilizando a mesma história eu teria feito algumas mudanças que a tornaria melhor e agradável. Não é uma necessidade de ter um final feliz, não é uma necessidade de ter o fim mais perfeito, mas criar de outra forma.





domingo, 1 de abril de 2012

One Day II


      Ano retrasado eu comentei aqui sobre o filme "One Day" que estava sendo gravado por Jim Sturgess e Anne Hathaway. Pois bem, passou um bom tempo e eu nem lembrava mais do filme, até que, ano passado, uma amiga apareceu com um livro chamado "Um Dia" com uma capa de um beijo entre os dois atores. Ao ver a imagem, me lembrei que já tinha ouvido falar da história e reascendeu minha vontade de conhecê-la. 
     O livro foi lançado em 2009, por David Nicholls, e em 2011 saiu sua segunda edição e o filme. Eu optei por primeiro ler o livro. Nele tem elogios de vários críticos, comentando o quanto a história desperta os sentimentos dos leitores, de que é um dos melhores romances lançados nos últimos tempos. Por esse e por outros motivos, comecei a leitura superempolgada e com muita expectativa.  
     Enquanto ia lendo, eu me envolvia bastante com a história, ficava muito brava quando as coisas saiam do que eu planejava e desejava para o romance e me identificava muito com a Emma Morley. Por isso, de uma forma geral, eu gostei bastante da história, da personalidade dos personagens. Porém, ao mesmo tempo, o livro de David Nicholls deixou a desejar em um ponto (pelo menos para mim).  
     A história conta sobre Em e Dex, Dex e Em, que se conhecem em sua formatura, ficam amigos e só 20 anos depois, se dão conta que se amam e que é hora de ficarem juntos. Sendo assim, cada capítulo do livro, representa um ano na vida dos personagens. Em cada um desses anos, o autor explica o que cada um dos personagens está vivendo naquele período: suas angústias, suas dúvidas, suas realizações, suas alegrias.
     A separação dos capítulos, me decepcionou e, em alguns momentos, me irritou. O autor passava dez páginas descrevendo detalhadamente onde os personagens estavam, com quem estavam, quais eram suas roupas, suas expressões, o que estava acontecendo e, quando algo muito inesperado acontecia e que traria à história um novo rumo, o capítulo acabava - me deixando com uma vontade desesperada de saber o que aconteceu ali, durante a passagem de um ano ao outro. No início de outro capítulo, já era outro dia, outro mês, outro ano. As coisas do ano passado já haviam sido superadas e seria brevemente explicada sobre o que aconteceu.  
     Não acho que a leitura seja ruim, nem deixo de sugerir com um livro a ser lido, afinal é um romance legal, mas eu queria e esperava mais: mais detalhes em informações importantes e, principalmente, mais final feliz. 


"Se eu pudesse te dar um só presente para 
resto da sua vida, seria este: confiança. 
 Ou isso ou uma vela perfumada". 


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fica a dica: A Origem

Entre um filme de romance e um de ação/suspense eu sempre fico com o romance. Não por não gostar de ação, mas porque geralmente preciso de um incentivo para ter paciência para vê-los. Já os romances, é só sentar e assistir - e chorar. Mas quando 3 pessoas me indicam o mesmo filme de ação em menos de uma semana, aí eu sinto-me na obrigação de assisti-lo.
Pois bem, o filme que me foi indicado e que me faz escrever aqui no PITACOS PERTINENTES hoje é "A Origem", dirigido e produzido por Christopher Nolan. Lançado ano passado e com atores como Leonardo DiCaprio e Ellen Page, a história é incrível e nos prende a atenção desde os primeiros minutos.
Leonardo DiCaprio interpreta Dom Copp, um homem que consegue roubar segredos do inconsciente das pessoas, e que recebe a difícil missão de implantar uma ideia na mente do empresário Fischer, em troca de sua liberdade para retornar aos Estados Unidos e rever os filhos.
Porém, o mais fascinante da trama é a forma como o personagem realiza essa missão: através dos sonhos. Com uma equipe especializada em manipular os sonhos de outras pessoas, Copp consegue atingir vários níveis dos sonhos, sendo que todos têm influência um sobre outro e sobre a vida real.
Além disso tudo, há os problemas com a mulher, os quais Copp não consegue superar e nem afastar da sua vida e dos seus sonhos. Tem também o totem que, ao mesmo tempo que têm a função de auxiliar em entender o que é real e o que é sonho, acaba nos deixando com a dúvida se tudo no final das contas não passou de uma ilusão de Dom Copp.
Cada detalhe deixa a história melhor e mais intrigante. Há tempos não via um filme tão bom quanto "A Origem", vale muito a pena. Fica a dica.

 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

One Day I

       Anne Hathaway e Jim Sturgess estão gravando o filme One Day, onde interpretarão Emma Morley, uma mulher da classe trabalhadora e Dexter Mayhew, que será um homem rico.
      A história é uma adaptação do romance de David Nicholls e conta sobre o casal que se encontra pela primeira vez em 1988 na graduação e planeja se encontrar uma vez por ano, durante 20 anos. A história é manjada, mas parece ser aquelas comédias românticas bonitinhas.
      As gravações do longa começaram no primeiro dia de agosto, na Bélgica, e o que chama a atenção é o figurino da Anne Hathaway, que aparece de cabelos curtos, óculos de nerd, vestido florido e coturno, lembrando um dos primeiros papéis da sua carreira, a desajeitada Amelia Thermopolis, do Diário da Princesa.


A estreia do filme está prevista para 2011.