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domingo, 16 de junho de 2013

Somos Tão Jovens

      Renato Russo não morreu. Está vivo nas salas de cinema do filme Somos Tão Jovens. Está vivo cedendo uma de suas principais composições como enredo para outro filme que também está sendo exibido nas telonas, o Faroeste Caboclo. Além dos filmes, está marcado para o final desse mês, um show em holograma. Em evidência, o cantor não sai da cabeça nem dos que não são seus fãs. O que não é meu caso, claro.
      Eu que não passo mais que uma semana sem ouvir uma música da Legião, estava contando as horas pra poder ver os filmes e, por isso, nada mais justo que comentar sobre eles aqui no Pitacos Pertinentes. Provavelmente o cantor ainda renderá assunto para o posts que virão posteriormente. Vamos começar, então, pela ordem cronológica das coisas.


      O filme Somos Tão Jovens estreou no dia 3 de maio e conta a história da juventude do Renato Russo – do período em que ele passa por uma cirurgia na perna, até a Legião começar fazer sucesso – e mostra o cantor compondo algumas músicas e encontrando sua identidade, em meio à criação de sua primeira banda, o Aborto Elétrico.
       Há quem diga que o filme não tem começo nem final, que queria ver a história do Renato na banda Legião Urbana – onde ele se consagrou como cantor e compositor. Eu não deixo de concordar com as duas afirmações. No entanto, no breve recorte que o filme traz, ele conta tantas coisas reveladoras -  que ajudam a entender não só aquele período, mas também as músicas que vieram posteriormente - que, pra mim, deixaram o filme ótimo.
      Outro fator que foi determinante para eu gostar do filme foi a ótima interpretação de Thiago Mendonça como Renato Russo.  O ator incorporou todas as caras, gestos e até a voz (!) do vocalista da Legião. Em algumas vezes causava até espanto. Tudo isso sem falar que as músicas não foram dubladas, Thiago aceitou o desafio dele mesmo cantar as canções e mandou muitíssimo bem!
       Achei que o filme cumpriu bem o papel que se propôs tratar. O ápice, pra mim, foi o momento da música Ainda é Cedo. Apesar de ser uma das minhas favoritas da banda, eu desconhecia o motivo de sua origem e quem era a pessoa que inspirou Renato a compô-la. Gosto muito quando eu interpreto uma música de uma forma e depois descubro, que o verdadeiro significado vai além do que eu imaginava, que é algo muito mais pontual. Com Ainda é Cedo foi exatamente assim. 
     Por fim, tenho que apontar outra qualidade do filme: a trilha sonora. Óbvio que em um filme que conta sobre a vida de Renato Manfredini Junior, a trilha sonora ia ser baseada nele e, portanto, seria ótima. Mas achei que a forma com que as músicas foram utilizadas foram muito importantes para construir a identidade do cantor e inserir o público na história. Pra começar, tem aquela abertura linda com fotos antigas e uma versão diferente de Tempo Perdido. Me arrepiou! Depois, só a parte instrumental das músicas compostas por Renato são utilizadas para marcar a passagem de tempo ou mudança de ambientes no filme. Não tinha como ser melhor!
     Eu saí da sala gostando ainda mais do Renato Russo e com vontade de ouvir todas as músicas já compostas por ele. Sem falar que, pra mim, é aquele tipo de filme que todas as vezes que eu ver ele passando terei que parar para assisti-lo. Ponto para o cinema nacional!

Pra encerrar bem, vamos de Ainda é Cedo:


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pra curtir: 60 covers

     Nos tempos áureos do PP, em que ele era atualizado quase todos os dias, eu sempre comentava sobre covers que ficavam legais ou superavam a versão original. Isso porque eu curto bastante cover. Sempre que vejo uma música regravada por alguém inusitado, ouço.
     Aqui no blog, já comentei sobre algumas músicas do Roberto Carlos, já comentei sobre o cd Bailão do Ruivão que é puro cover, sobre Legião Urbana, Arctic Monkeys, Beatles... Muitas, muitas coisas. 
     Ultimamente tenho ouvido bastante a versão do White Stripes da música Jolene e a versão do Wagner Moura cantando as músicas da Legião Urbana no show de tributo à banda que aconteceu no fim de maio, em São Paulo. Sei que o assunto é polêmico, que teve gente que curtiu muito e tem gente que odiou. Eu curti e não estou falando que, porque estou ouvindo essa versão, tenha achado que superou o Renato Russo. Jamais. Mas gostei de uma versão mais atual. Mas, não entraremos nesses méritos, porque na verdade o assunto não é esse.
     Já que eu já publiquei vários covers achei legal compartilhar uma lista dos 60 covers melhores que os originais criado pela revista Vip. Na lista tem Snow Patrol, Nirvana, Guns N' Roses. Tem algumas coisas que eu não conheço, tem algumas que eu nem sabia que era regravação e tem algumas que não concordo, mas vale à pena dar uma olhada. 


Aproveitando um cover citado na lista - que pra mim não supera, mas se iguala à versão original - You Know I'm No Good, de Amy Winehouse, por Arctic Monkeys:




domingo, 27 de março de 2011

Renato Russo

Rio de Janeiro, 27 de março de 1960, nasce um dos maiores cantores e compositores do Brasil: Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo.
Embora seja conhecido principalmente pela banda Legião Urbana, em sua adolescência, quando morava em Brasília, teve sua primeira banda de rock, o Aborto Elétrico. Na banda, que se formou em 1978, estavam, além do Renato, os irmãos Flávio e Felipe Lemos (atual integrantes do Capital Inicial) e André Pretorius. Várias músicas conhecidas do repertório do Legião e do Capital foram regravações do Aborto Elétrico, como Ainda é Cedo, Fátima, Geração Coca-Cola, Que País é Esse? e Veraneio Vascaína.
A banda durou apenas 4 anos, por desentendimentos de Renato Russo e o baterista Fê Lemos. Segundo Fê, ele arremessou uma baqueta na cabeça de Renato, após ele errar a letra de várias músicas em um show. Renato ficou bravo e falou que não queria mais cantar no quarteto.
Seguiu então em carreira solo durante alguns meses, até a formação de uma das maiores, melhores e bandas consagradas do rock brasileiro, a Legião Urbana.


A primeira e única apresentação da banda como um quinteto foi em 5 de novembro de 1982, em Minas Gerais. Depois, alguns integrantes saíram e foram substituídos. Foi nesse período que o Dinho Ouro Preto teve uma pequena pequena participação na história da Legião como guitarrista. As mudanças na banda se encerraram quando se tornou um trio, formado por Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos.
Com essa formação e após um show no Circo Voador, no Rio, em 1983, a banda começou a ficar conhecida por suas músicas que criticavam a política do país e pelas belas letras de amor. Entre álbuns de estúdio, ao vivo e coletâneas, a banda lançou 16 álbuns.
No dia 11 de outubro de 1996, Renato Russo morreu devido a uma complicação causada pelo vírus HIV. Seu corpo foi cremado, e as cinzas jogadas sobre o sítio do arquiteto Roberto Burle Marx. No dia 22 de outubro foi decretado por Bonfá e Dado o fim oficial da Legião.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sobre um tal João de Santo Cristo

Eu, assim como muita gente da minha geração, gosto de Legião Urbana e acho o Renato Russo um dos cantores mais incríveis de toda a história da música brasileira. Porém, esse gosto pelo trio formado por Renato, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, foi algo que eu fui adquirindo ao longo do tempo, já que o sucesso da banda ocorreu na década de 80 e 90, quando eu ainda não existia ou não tinha noção sobre música. Já para os jovens da década de 70 e 80 a história, em relação à Legião, é outra. Eles viveram todo aquele momento do rock brasileiro. O contato foi diferente: era uma banda da época deles e que representava toda aquela geração.
Quando eu comecei a me dar conta de que existia uma banda formada em Brasília que se chamava Legião Urbana, o Renato Russo já tinha morrido e a geração mais velha já sabia cantar as músicas de trás pra frente. E, na verdade, isso me fascinava.
Então, resolvi correr atrás do "Tempo Perdido", porque, além de achar as músicas geniais, eu as achava tão demoradas e difícieis, me orgulharia de saber cantá-las. Comecei então, a escutar mais e saber mais sobre a banda. Quanto mais eu sabia, mais legal achava.
Quando vi, eu já sabia a história de Eduardo e Mônica inteira, sabia que Sereníssima era como era conhecida a cidade de Veneza e que isso não tinha nada a ver com a música, sabia de cor todas as conversas entre uma música e outra do cd Acústico MTV. Mas me faltava uma coisa: faltava saber cantar Faroeste Caboclo, a música do "tal João de Santo Cristo" que tinha quase 10 minutos de duração sem nenhuma repetição.
Me dediquei pra aprender: ouvi várias vezes seguida, acompanhava com a letra, até que decorei. Hoje, sempre que me pego cantando Faroeste Caboclo por aí, me divirto lembrando de toda essa minha dedicação. Agora é tão óbvio saber quantas vezes João foi para o inferno ou o que o fez ir até Brasília.
Pois bem, eu estou contando toda essa história para que todos possam perceber a minha empolgação ao ver que será lançado um filme com a história de João de Santo Cristo. O filme receberá o mesmo nome que a canção e contará com Ísis Valverde como Maria Lúcia, Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo e Felipe Abib como Jeremias. A única coisa chata é que ainda não tem data prevista para o lançamento. Mas vou aguardar, cheia de expectativas.

Em homenagem ao filme e pra eu poder me divertir cantando, Faroeste Caboclo:


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quase Sem Querer

Mais um post sobre covers e dessa vez falarei sobre uma música que conseguiu ser boa com o cantor original e com os cantores que a regravou: "Quase Sem Querer".
Originalmente gravada pela banda Legião Urbana no disco "Dois", em 1986, "Quase Sem Querer" está na minha lista de músicas preferidas da Legião, e eu gosto tanto dela que mesmo que mude o cantor, eu continuo achando ótima.
Há alguns anos atrás, depois de conhecer e gostar da música, ouvi Zélia Duncan cantando "Quase Sem Querer" e gostei e hoje encontrei mais uma versão, dessa vez cantanda pela banda Reação em Cadeia. Quando eu vi que a banda gaúcha tinha regravado eu já sabia que eu ia gostar, porque eu gosto da voz do vocalista, Jonathan Corrêa, e não deu outra, achei bem legal.
Então, deixarei aqui as três versões. Ouçam e comparem.