sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Beatles de pai para filha

    Teve uma época da minha vida que o meu maior gosto era discordar do meu pai e falar que as músicas da época dele eram péssimas. Mas isso foi no auge da minha rebeldia adolescente, quando eu não tinha noção nenhuma de música e queria mesmo irritar.
    Não estou falando que tudo que meu pai ouve e tudo que é da época dele (décadas de 60, 70, até 80) é ótimo, porque ainda que eu tenha enriquecido meus conhecimentos musicais e melhorado meu gosto, tem certas coisas que, pra mim, são insuportáveis. Mas, claro, tudo isso é uma questão de época e vivencia.    As músicas dele faziam sucesso na época dele e ele viveu muitas coisas com aquela trilha sonora.
    Mas, como eu falei, eu superei alguns traumas e reconheço que tem MUITA coisa das décadas de 60 e 70 que valem a pena ser ouvidas, tê-las no computador, até no iPod. São inúmeros os cantores e as bandas, mas, uma das maiores e que eu mais gosto é os Beatles.
   Na verdade, eu não escolhi o quarteto só por gastar bastante, mas é porque a inspiração do post de hoje surgiu ao som da banda. Meu pai estava assistindo a um dvd dos Beatles e ao ouvir "Let It Be" e "Don't Let Me Down" não resisti e tive que ir ver com ele.
    Enquanto assistíamos, meu pai comentava sobre coisas da época, em que ano foi, o que ele estava vivendo enquanto os Beatles estavam fazendo sucesso, ou como foi grande a repercursão da banda para o cenário musical mundial. Eu prestava atenção em tudo e ao mesmo tempo pensava que, embora fosse um show antigo não era intediante, na verdade, um show em cima de um prédio é bem empolgante.
    Analisava também Paul McCartney novinho, tão diferente desse Paul que veio pro Brasil ano passado. E o John Lennon vivo, incrível no vocal da banda. Ele bem que podia estar vivo. Quantas músicas incríveis ele ainda teria proporcionado ao mundo inteiro? Eu me perdia no pensamento de como seria Lennon hoje ou de quantos cantores incríveis já morreram sem nem me dar a oportunidade de curtir um lançamento.
    Ao final do dvd e dos meus pensamentos o que eu concluí e dividi com meu pai é que eu dava o braço a torcer de que tem coisas legais da época dele, mas que Beatles foi uma das melhores e das poucas que conseguiram arrastar tantas gerações, afinal a prova estava ali: pai e filha de épocas bem diferentes curtindo juntos a mesma coisa.

Ryan Murphy

    Dificilmente eu presto atenção no nome dos produtores, autores e diretores dos filmes e séries que eu assisto. A não ser que eles sejam muito reconhecidos, mas, ainda assim, é provável que eu não os conheça e não conheça seus trabalhos.
   Porém, depois dos dez episódios de The Glee Project eu descobri que um dos diretores de Glee se chama Ryan Murphy. Como eu falei no post sobre TGP, eu comecei a gostar bastante dele. Nos episódios ele sempre aparecia simpático e com um estilo... descolado.
    Agora eu já sei e não vou mais esquecer do seu nome nem quem ele é. Então, essa semana fui à locadora e no meio de várias opções de filmes li em um deles "Ryan Murphy" e que filme era? Comer Rezar Amar, um filme que eu estava com vontade de assistir e fiquei ainda mais depois que eu descobri que foi dirigido pelo meu diretor do momento.
    Lógico que eu peguei o filme para ver. Depois de assisti-lo, fui ver uma entrevista com o diretor que tinha nos Extras. Na entrevista, Ryan Murphy fala que ele gosta de dirigir filmes e séries em que o personagem vive os mesmos problemas que ele. Na hora já me veio Glee na cabeça: se ele dirige aquilo que vive ou viveu, ele foi um adolescente rejeitado. Um pouco mais para frente na entrevista ele comenta exatamente isso, que os problemas que os jovens de Glee passam, são coisas que ele passou na sua adolescência.
    Essa declaração me levou a pensar em TGP também. Na série, que escolheu novos atores para participarem da terceira temporada de Glee, Ryan Murphy insistia para que as pessoas mostrassem seus pontos fracos, suas angústias. Agora tudo faz bastante sentido para mim. Ele buscava nas pessoas aquilo que sentia, já que foi a sua fraqueza e a dos personagens de Glee que fez da série o sucesso que é.
     Ainda na entrevista, o diretor conta o porquê de dirigir Comer Rezar Amar. Ele explica que leu o livro de Elizabeth Gilbert quando havia recém terminado um relacionamento e que se identificou tanto que resolveu transformar aquela história em um filme (o que retoma a citação de dirigir aquilo que vive).
    Eu já gostava do Ryan Murphy antes do filme, depois de ver essa entrevista, passei a gostar ainda mais. É legal pensar que as séries e filmes que ele dirige não são histórias para entreter simplesmente, mas é a história dele para impressionar outras pessoas.
   Além de Glee, The Glee Project e Comer Rezar Amar, Ryan Murphy dirigiu também a série Nip/Tuck e Popular. Em filmes sua participação como diretor foi em Correndo com Tesouras. 
   Agora Murphy tem novos projetos a serem lançados. Um deles é a série de terror American Horror Story, uma série de terror prevista para lançar em outubro desse ano pela FX. O outro projeto é o filme "The Normal Heart" que contará a história semi auto-biográfica de Larry Kramer, um ativista que lutou na década de 80 pelo direito dos gays e a luta contra a Aids. O elenco possivilmente terá Julia Roberts e Mark Ruffalo e ainda não tem previsão de lançamento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Querido John ll

      Estava vendo alguns posts antigos e em um deles (aqui) o meu assunto foi o filme Querido John. No post comentei o quanto desejava assisti-lo e o quanto me enrolei para finalmente locá-lo. Por fim, deixei o meu comentário sobre o filme, falei que a história não era ruim, mas eu esperava mais. 
     Ao ler esse post fiquei muito brava comigo mesma e senti a obrigação de vir me redimir, porque na metade do ano resolvi dar mais uma chance ao John. Dessa vez fui mais esperta: li o livro. 
     Como sempre acontece, a história do livro, lançado em 2006 por Nicholas Sparks, sofreu algumas mudanças ao ser transformada em filme. Algumas, realmente, não faziam diferença, porém, outras desapontam e mudam até o rumo da história. 
      Se o filme me decepcionou, o livro tirou todas as más impressões da história do mocinho que se separa da mocinha por causa do exército. Na verdade, a história realmente é tudo aquilo que eu esperava desde a primeira vez que assisti o trailler. Realmente é aquele romance que te deixa aflita pelo casal que tem milhões de motivos para não ficar juntos.
      A descrição dos personagens não bater, os detalhes e as cenas serem alteradas, são toleráveis. Mas mudarem o fim do filme é inaceitável! O final do livro é lindo, é o que qualquer leitor de Nicholas Sparks espera. Sem falar que deixa com aquele desespero de que não pode ter acabado, não naquele momento, não daquele jeito. E toda essa cena incrível foi trocada por um fim sem graça, no filme, que não nos deixa claro qual a conclusão da história. 
      A minha opinião é que o filme foi tão alterado no final, que acabou se tornando superficial. Filmes de romance pedem um fim, nem que ele seja trágico. Porque quando assistimos um filme água com açúcar igual ao Dear John, é porque queremos sofrer junto com o casal, ou idealizar uma vida igual a deles e não ficar na incerteza do "tá, e agora?".



       Bom, eu sei que nem o livro e nem o filme são novidades para ninguém, mas eu precisava comentar que Dear John não foi um desgosto completo. E para quem ainda não leu ou não viu o filme, eles são válidos. 
A minha sugestão é que, as pessoas não deixem de assistir, porque o filme não deixa de ser um romance com um personagem bonito e apaixonante. Mas, principalmente, não deixem de ler o livro, a alma da história está ali. E para quem não fez nenhum dos dois, comece pelo livro, pra decepção ser menor. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cupcakes homemade

Não sei cozinhar, assumo. Não sei fazer arroz, macarrão e nunca fritei um ovo. Na cozinha, só me meto a fazer o que eu mais gosto de comer: doces. Não importa a complexidade da receita, nem a quantidade de ingredientes, quando decido fazer algo, boto, literalmente, a mão na massa.
Como, de uns tempos pra cá, cupcakes tem sido a minha pedida, eu e uma amiga fomos para cozinha para preparar os famosos cupcakes red velvet com buttercream de baunilha. Os ingredientes são simples, e a receita não é complicada, mas os bolinhos exigem paciência, pois, até eles virarem aquelas gracinhas, são várias etapas.
Bom, o que importa é que, apesar de eu passar algumas horas do meu dia dedicada aos cupcakes, no final eles corresponderam as minhas expectativas e ficaram, realmente, gostosos.

Pra quem quiser se aventurar na cozinha, aí vai a receita:

Ingredientes massa:

  • 60g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 190g de açúcar (3/4 de xícara)
  • 125ml de leite (1/2 xícara)
  • 150g de farinha de trigo (1 xícara + 2 colheres de sopa)
  • 1 ovo
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 3 colheres de sopa de corante vermelho em gel ou pasta
  • 2 colheres de chá de vinagre branco
  • 2  1/2 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
  • 1/2 colher de chá de sal

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180ºC e coloque as forminhas de papel na forma de metal. Ponha uma colher de chá de vinagre dentro do leite e deixe descansar por 5 minutos. Misture o corante, o chocolate em pó e a baunilha até que se torne uma pasta homogênea. Bata o açúcar com o ovo e a manteiga até ficar cremoso e quase branco. Misture o sal na farinha. Adicione a farinha salgada alternando com o buttermilk (leite com vinagre). Ponha o corante com chocolate e bata por 2 minutos. Por último, misture o bicarbonato com o vinagre e jogue rapidamente na massa, ainda espumando. Misture até combinar, encha as forminhas até a metade e asse por 20-25 minutos. Teste a massa com um palito de dente: quando o palito sair pronto, estará pronto.


Depois que a massa assar, é só esperar esfriar para rechear e se divertir com a decoração. 

Buttercream de Baunilha
  • 250g de açúcar de confeiteiro
  • 150g de manteiga sem sal
  • 2 colheres de chá de água quente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha


Modo de preparo:

Bata o açúcar e a manteiga na batedeira até virar um creme esbranquiçado e fofo. Adicione as duas colheres de água quente (não pode estar fervendo) e, por fim, a baunilha. A água deve fazer o creme crescer e encher de ar. 
Dá para colorir também o buttercream com corantes alimentícios, é só acrescentá-lo depois da essência de baunhilha. 

A receita é para render 12 cupcakes, mas há controvérsias.
E, para finalizar, o resultado final das delicinhas de hoje:



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tributo a Freddie Mercury

Ninguém precisa amar, nem idolatrar, nem ser fã, mas com certeza em algum momento da vida alguém já se pegou curtindo uma música do Queen. Quem nunca foi em uma formatura que tocou "We are the champions", ou se pegou cantarolando "I want to break free"?! São clássicos e tem gente que nem sabe quem é que canta, nem que cara o Freddie Mercury tinha, mas com certeza já ouviu suas músicas.
Pois bem, hoje, 5 de setembro, seria o 65º aniversário de Farrokh Bulsara, ou, como era conhecido por tudo o mundo: Freddie Mercury. O cantor morreu no dia 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, devido a complicações da Aids.
Para homenagear o vocalista da banda Queen, a página inicial do Google traz hoje uma animação ao som de um dos sucessos da banda, Don't Stop Me Now.


Porém, o Google não foi o único a homenagear o cantor. O youtube disponibilizou no canal oficial da banda o show Live at Wembley Stadium de 1986. A presentação de 1 hora e 36 minutos pode ser visto na íntegra aqui.
Além disso, os cantores Taylor Hawkins, do Foo Fighters; Gerard Way, do My Chemical Romance; Pat Monahan, da banda Train; Billy Corgan, do Smashing Pumpkins e Katy Perry também gravaram vídeos para homenagear Fredie Mercury.
Em seu vídeo, Katy Perry parabenizou o cantor e falou que ele foi uma inspiração a ela e a outros cantores. Além disso, agradeceu pelas músicas, pela banda e "pelo caráter e personalidade que foram maiores que a própria vida".