quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Querido John ll

      Estava vendo alguns posts antigos e em um deles (aqui) o meu assunto foi o filme Querido John. No post comentei o quanto desejava assisti-lo e o quanto me enrolei para finalmente locá-lo. Por fim, deixei o meu comentário sobre o filme, falei que a história não era ruim, mas eu esperava mais. 
     Ao ler esse post fiquei muito brava comigo mesma e senti a obrigação de vir me redimir, porque na metade do ano resolvi dar mais uma chance ao John. Dessa vez fui mais esperta: li o livro. 
     Como sempre acontece, a história do livro, lançado em 2006 por Nicholas Sparks, sofreu algumas mudanças ao ser transformada em filme. Algumas, realmente, não faziam diferença, porém, outras desapontam e mudam até o rumo da história. 
      Se o filme me decepcionou, o livro tirou todas as más impressões da história do mocinho que se separa da mocinha por causa do exército. Na verdade, a história realmente é tudo aquilo que eu esperava desde a primeira vez que assisti o trailler. Realmente é aquele romance que te deixa aflita pelo casal que tem milhões de motivos para não ficar juntos.
      A descrição dos personagens não bater, os detalhes e as cenas serem alteradas, são toleráveis. Mas mudarem o fim do filme é inaceitável! O final do livro é lindo, é o que qualquer leitor de Nicholas Sparks espera. Sem falar que deixa com aquele desespero de que não pode ter acabado, não naquele momento, não daquele jeito. E toda essa cena incrível foi trocada por um fim sem graça, no filme, que não nos deixa claro qual a conclusão da história. 
      A minha opinião é que o filme foi tão alterado no final, que acabou se tornando superficial. Filmes de romance pedem um fim, nem que ele seja trágico. Porque quando assistimos um filme água com açúcar igual ao Dear John, é porque queremos sofrer junto com o casal, ou idealizar uma vida igual a deles e não ficar na incerteza do "tá, e agora?".



       Bom, eu sei que nem o livro e nem o filme são novidades para ninguém, mas eu precisava comentar que Dear John não foi um desgosto completo. E para quem ainda não leu ou não viu o filme, eles são válidos. 
A minha sugestão é que, as pessoas não deixem de assistir, porque o filme não deixa de ser um romance com um personagem bonito e apaixonante. Mas, principalmente, não deixem de ler o livro, a alma da história está ali. E para quem não fez nenhum dos dois, comece pelo livro, pra decepção ser menor. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cupcakes homemade

Não sei cozinhar, assumo. Não sei fazer arroz, macarrão e nunca fritei um ovo. Na cozinha, só me meto a fazer o que eu mais gosto de comer: doces. Não importa a complexidade da receita, nem a quantidade de ingredientes, quando decido fazer algo, boto, literalmente, a mão na massa.
Como, de uns tempos pra cá, cupcakes tem sido a minha pedida, eu e uma amiga fomos para cozinha para preparar os famosos cupcakes red velvet com buttercream de baunilha. Os ingredientes são simples, e a receita não é complicada, mas os bolinhos exigem paciência, pois, até eles virarem aquelas gracinhas, são várias etapas.
Bom, o que importa é que, apesar de eu passar algumas horas do meu dia dedicada aos cupcakes, no final eles corresponderam as minhas expectativas e ficaram, realmente, gostosos.

Pra quem quiser se aventurar na cozinha, aí vai a receita:

Ingredientes massa:

  • 60g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 190g de açúcar (3/4 de xícara)
  • 125ml de leite (1/2 xícara)
  • 150g de farinha de trigo (1 xícara + 2 colheres de sopa)
  • 1 ovo
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 3 colheres de sopa de corante vermelho em gel ou pasta
  • 2 colheres de chá de vinagre branco
  • 2  1/2 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
  • 1/2 colher de chá de sal

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180ºC e coloque as forminhas de papel na forma de metal. Ponha uma colher de chá de vinagre dentro do leite e deixe descansar por 5 minutos. Misture o corante, o chocolate em pó e a baunilha até que se torne uma pasta homogênea. Bata o açúcar com o ovo e a manteiga até ficar cremoso e quase branco. Misture o sal na farinha. Adicione a farinha salgada alternando com o buttermilk (leite com vinagre). Ponha o corante com chocolate e bata por 2 minutos. Por último, misture o bicarbonato com o vinagre e jogue rapidamente na massa, ainda espumando. Misture até combinar, encha as forminhas até a metade e asse por 20-25 minutos. Teste a massa com um palito de dente: quando o palito sair pronto, estará pronto.


Depois que a massa assar, é só esperar esfriar para rechear e se divertir com a decoração. 

Buttercream de Baunilha
  • 250g de açúcar de confeiteiro
  • 150g de manteiga sem sal
  • 2 colheres de chá de água quente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha


Modo de preparo:

Bata o açúcar e a manteiga na batedeira até virar um creme esbranquiçado e fofo. Adicione as duas colheres de água quente (não pode estar fervendo) e, por fim, a baunilha. A água deve fazer o creme crescer e encher de ar. 
Dá para colorir também o buttercream com corantes alimentícios, é só acrescentá-lo depois da essência de baunhilha. 

A receita é para render 12 cupcakes, mas há controvérsias.
E, para finalizar, o resultado final das delicinhas de hoje:



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tributo a Freddie Mercury

Ninguém precisa amar, nem idolatrar, nem ser fã, mas com certeza em algum momento da vida alguém já se pegou curtindo uma música do Queen. Quem nunca foi em uma formatura que tocou "We are the champions", ou se pegou cantarolando "I want to break free"?! São clássicos e tem gente que nem sabe quem é que canta, nem que cara o Freddie Mercury tinha, mas com certeza já ouviu suas músicas.
Pois bem, hoje, 5 de setembro, seria o 65º aniversário de Farrokh Bulsara, ou, como era conhecido por tudo o mundo: Freddie Mercury. O cantor morreu no dia 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, devido a complicações da Aids.
Para homenagear o vocalista da banda Queen, a página inicial do Google traz hoje uma animação ao som de um dos sucessos da banda, Don't Stop Me Now.


Porém, o Google não foi o único a homenagear o cantor. O youtube disponibilizou no canal oficial da banda o show Live at Wembley Stadium de 1986. A presentação de 1 hora e 36 minutos pode ser visto na íntegra aqui.
Além disso, os cantores Taylor Hawkins, do Foo Fighters; Gerard Way, do My Chemical Romance; Pat Monahan, da banda Train; Billy Corgan, do Smashing Pumpkins e Katy Perry também gravaram vídeos para homenagear Fredie Mercury.
Em seu vídeo, Katy Perry parabenizou o cantor e falou que ele foi uma inspiração a ela e a outros cantores. Além disso, agradeceu pelas músicas, pela banda e "pelo caráter e personalidade que foram maiores que a própria vida". 




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Divagando sobre The Glee Project

       Se tem uma coisa que eu gosto, é ver séries. Na verdade, não só ver: eu gosto de senti-la, vivê-la. Não consigo ser uma telespectadora passiva que senta em frente à televisão ou ao computador e apenas assiste. Eu tenho que rir, chorar, ficar brava, com pena... Confesso que, às vezes, até converso com os personagens.
       Sem falar que sempre tem um personagem que eu adoto. Ele vira a minha maior motivação na série, eu viro a sua maior admiradora. Acho que às vezes surge até um amor platônico. É idiota, eu sei, mas pelo menos mostra que a série está sendo legal, porque se não despertasse nada em mim, não teria sentido eu assistir por assistir... 
       Até semana passada a série que estava sendo a minha maior expectativa era The Glee Project, um tipo de "American Idol" para selecionar novos personagens para participar da terceira temporada de Glee. Na "série" dois personagens foram os adotados por mim: Samuel Larsen e Cameron Mitchell. 
       O Samuel foi um gostar à primeira vista. Desde o primeiro episódio, quando eu vi um menino estiloso de dreads, eu decidi que ele seria o motivo de eu assistir TGP. Porém, com o tempo, eu fui descobrindo o Cameron e foi surgindo uma admiração... Quando me vi, estava chorando na frente do computador, porque ele estava saindo da série. 
Os meus dois queridinhos: Cameron e Samuel
       Chorar na frente de um computador por causa de uma série, que nem é pra ser triste, é estranho. Mas mais estranho é me apegar tanto às pessoas que parecem que não são reais. As possibilidades de um dia eu encontrá-los é mínima, assim como a possibilidade deles serem tão incríveis quanto parecem, mas mesmo assim eu sofro e vibro quando o Samuel é o vencedor. 
       Já faz mais de uma semana que Ryan Murphy e Ian Brennan tomaram as sábias decisões dos vencedores da série, mas ainda resta uma sensação de vazio por não ter mais aqueles personagens na minha rotina. Eu tenho que lidar com a sensação de perda de algo que eu nunca tive. 
       Na verdade, isso não é apenas sobre séries, é, também, sobre livros. Tem livros que eu levo meses pra terminar de ler e acabo convivendo tanto com aqueles personagens, que, quando eu termino de ler a última página e fecho o livro, o meu pensamento é sempre o mesmo: "Acabou, agora o personagem sai da minha vida". Ás vezes eu fico até divagando, sobre o que poderá acontecer a ele depois dali, se eles realmente foram felizes para sempre, quantos filhos tiveram, ou como seguiram a vida...
       Bem, neuroses à parte, eu só queria compartilhar que The Glee Project acabou e eu sinto falta de ver o Cameron, o Samuel, o Zach, o Ryan Murphy e o Ian Brennan. Eu sinto falta daquele nervoso que eu sentia a cada lista dos três piores, da "lista de chamada" e dos eliminado cantado "Keeping Hold On". 

Pra terminar e matar a saudades, lhes deixo com uma das melhores apresentações de todas que tiveram em TGP: 

sábado, 23 de julho de 2011

Eternamente diva

       Durante um tempo da minha vida achei que gostar muito de uma celebridade era bobagem. Eles estão distantes e há tantas pessoas no mundo que os amam de uma forma extrema sem que eles nunca fiquem sabendo. Porém, hoje, acho que isso se assemelha muito a se apaixonar: é idiota enquanto não acontece com a gente. 
     Pois bem, eu não sou uma fã desesperada, não perco a compostura, mas entendi o porquê de gostar tanto de pessoas que, de tão diferentes e deslumbrantes, parecem não fazer parte do mesmo mundo que a gente. E eu entendi quando comecei a ouvir Amy Winehouse. Na verdade, não só ouvir, porque admirar Amy Jade Winehouse apenas pelas músicas era admirá-la superficialmente. Pois, além da voz, havia uma mulher incrível com suas marcas registradas: cabelo e maquiagem nos olhos, vestidos curtíssimos, sapatilhas de balé,  dancinha fora do ritmo. Tudo isso montava a Amy Winehouse e não importava se ela estivesse com a maquiagem mal feita, bêbada ou sem um dente, ela continuaria sendo motivo de admiração.
       Pra ser uma diva não é preciso estar sempre impecável sobre o salto, a roupa engomada, a maquiagem retocada e o cabelo penteado. Ser uma diva, pra mim, é se impor, mostrar a que veio; atrair fãs e admiradores; ter talento e personalidade. Coisas que a Amy não só teve, como manteve durante toda a sua carreira "conturbada", como insistem em dizer por aí. Amy Winehouse é a minha diva. Na verdade, ela sempre foi, desde quando há uns 5 anos atrás, quando ela ainda não era conhecida pelo mundo, baixei uma música dela por engano, me interessei e viciei.  
     No dia 14 de setembro do ano passado, dia em que Amy comepletou 27 anos, a mídia comentava sobre seu aniversário e eu fiquei extremamente irritada, pois ao invés de comemorar a data, comparavam-na com astros que haviam morrido ao 27 anos e diziam que ela estava entrando em uma idade perigosa. Eu alimentava as mais fortes esperanças. Ela nunca se preocupou em agradar ninguém, muito menos em ser igual aos outros, por que agora ela iria "seguir à regra"? 
       O mais estranho de pensar que não haverá mais novos cds de Amy Winehouse, nem novos escândalos é pensar que, realmente, não haverá mais Amy Winehouse. Quando eu for mais velha e ter meus filhos, eles ficarão abismados por eu gostar de uma mulher tão "distinta" que cantava soul music e a diva Amy será, para eles, como o Elvis, por exemplo, é pra mim. Eu vejo os meus pais e as pessoas comentando sobre o quanto ele era talentoso, mas, por mais que eu goste das músicas e veja vídeos, eu nunca entenderei o que é ver e viver o talento de Elvis Presley. Assim, será também a Amy: as gerações futuras nunca entenderão o que foi ver a Amy dizendo "No, no, no" para a Rehab.

      Para terminar a minha homenagem à diva das divas, deixarei duas músicas. A primeira uma das minhas músicas preferidas "Tears Dry On Their On" e a segunda, não é da autoria da Amy, mas eu gosto muito da sua versão e é uma música que tem um significado importante pra mim: "Will You Still Love Me Tomorrow?".

Com vocês, Amy Winehouse.