segunda-feira, 3 de julho de 2017

Coletânea Dois Lados - Uma homenagem ao Skank

Neste ano, o Skank completa 25 anos de carreira e, para homenagear o 1/4 de século de uma das principais bandas de pop/rock do Brasil, um novo álbum acaba de ser lançado.

Mas não, não estamos falando de mais um álbum do quarteto composto por Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti . Estamos falando de "Dois Lados", uma coletânea com 32 músicas do Skank, cantadas por 34 artistas diferentes. É isso mesmo! Artistas de 15 Estados brasileiros foram convidados a escolherem e gravarem de forma independente uma música da banda mineira e, claro que o resultado ficou incrível! 


As 32 músicas selecionadas foram divididas em dois álbuns, que não serão comercializados, mas podem ser acessados nas plataformas digitais (inclusive, eles já estão disponíveis!). Algumas canções que tiveram uma nova versão gravada em "Dois Lados" foram "Três Lados", "Te Ver", "Vou Deixar", "Esquecimento", "Tanto", "Sutilmente" e várias outras, que, com certeza, já embalaram bons e maus momentos da vida de muita gente. 

Um das releituras que chamou a minha atenção foi "Formato Mínimo". Esta música está bem longe de ser um dos grandes hits do Skank, mas, certamente, faz parte da minha lista de preferidas da banda. Na coletânea "Dois Lados", lançada no final do mês de junho, a canção, que fala sobre a efemeridade das relações, foi regravada pelo Fernado Anitelli (poeta e vocalista d'O Teatro Mágico e também uma das minhas pessoas preferidas do mundo musical). 

Além de Anitelli, outros nomes conhecidos (ou não tão conhecidos assim) marcaram presença com suas interpretações  álbuns 1 e 2 de Dois Lados. Entre eles estão Esteban Tavares, Anavitória, Dani Black, Wado e Phill Veras, além dos curitibanos A Banda Mais Bonita da Cidade, Ana Larousse e Leo Fressato. 

A coletânea Dois Lados relembra alguns sucessos do Skank e, de quebra, te apresenta alguns artistas do cenário musical da atualidade, que valem à pena serem ouvidos e apreciados!


Leia também: 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

I'm back!

    Você percebe que está crescendo (para não dizer envelhecendo) quando a frase "o tempo está passando muito rápido" começa a fazer parte da sua vida. Você lembra da ceia de Natal como se tivesse sido ontem à noite, mas quando para para pensar, percebe que já é metade do ano. Você fica um tempo sem encontrar um amigo, pensando que faz apenas alguns meses que não se encontram, mas quando para para fazer os cálculos, percebe que já passou um ano sem o ver. Você lembra de todos os detalhes daquela viagem inesquecível como se tivesse acontecido no mês passado, e quando vai ver, ela aconteceu em dezembro do ano retrasado. 
    Eu me pego pensando (e me assustando) sobre a passagem rápida do tempo com uma certa frequência. E hoje aconteceu de novo. Uma vontade de escrever sobre o que dá vontade, de me comunicar com quem quer que seja bateu e eu resolvi matar a saudade do Pitacos Pertinentes. Porém, ao entrar na página e dar uma olhada nos últimos posts, veio a grande surpresa: há quatro anos que não posto nada! 
    Eu tinha noção que fazia um tempo, mas não quatro anos! Quanta coisa aconteceu em quatro anos?! Quantas coisas que eu vivi poderiam ter dado origem a um belo texto?! Quantas coisas eu já achei que foram motivos para um belo texto e hoje acho que não faz sentido algum?! O tempo está passando rápido demais e eu não estou percebendo! 
     O lado bom disso tudo é que. se não dá para voltar no tempo, podemos pelo menos tentar correr atrás do tempo perdido. Podemos marcar um encontro por mês para matar a saudade do amigo, podemos fazer novas viagens e criar novas experiências inesquecíveis, podemos tirar a poeira acumulada e a voltar a escrever no blog.

E é isso que eu vou fazer, afinal, o Pitacos Pertinentes está de volta! 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dois anos sem Amy

      Não importa se as atualizações do PP estão devagar, quase parando, ou se ele está abandonado. Dia 23 de julho é dia sagrado de postagem. É dia de homenagear Amy Winehouse!


       O tempo passou rápido. Ainda lembro o que escrevi no post de 2011, ano em que ela morreu. Lembro também do que escrevi ano passado. Para esse ano, a homenagem é singela. Sem sofrer, nem criticar ninguém. A função desse post é celebrar a vida de Amy Winehouse e o grande legado que elas no deixou. Para isso, nada melhor do que ouvir suas músicas, já que a cantora dedicou tanto de sua vida à elas.



      Aliás, se o negócio é homenagear, a livraria Saraiva de Natal está fazendo isso com muito sucesso. Nos próximos cinco dias estará rolando uma homenagem à cantora diva dos delineadores e cabelo de colmeia na livraria. Vinte e sete quadros, de diversos artistas brasileiros e internacionais, retratando a cantora britânica, ficarão expostos. O evento, que foi organizado pelo fã clube de Amy Winehouse, tem como objetivo divulgar a obra "27 Rosas" do pintor tcheco Peter Jurik, que será vendida na internet, com exclusividade aos fãs brasileiros. Ainda não há nada certo, mas há previsões de que a exposição chegue em outros estados do Brasil. Eu fico na torcida que Curitiba seja palco da homenagem!


       E as homenagens não param por aí. Desde o início do mês de julho está acontecendo no Jewish Museum, em Londres, a exposição "Amy Winehouse - Um Retrato de Família", em que o público pode conferir livros, cds e até imãs de geladeira da cantora. O museu fica localizado em Camden Town, cidade londrina em que fica localizada a casa que Amy foi encontrada morta há dois anos atrás. 
       A ideia da exposição - que conta também com roupas, sapatos e acessórios da musa que se tornou referência em estilo e ousadia - surgiu da família, após doarem um vestido de Amy ao Museu. 

E vamos de música:



R.I.P, Amy!

domingo, 30 de junho de 2013

A Menina Sem Qualidades

      A Menina Sem Qualidades é a primeira série de dramaturgia produzida pela MTV Brasil. Com 12 episódios, que foram exibidos entre os dias 27 de maio e 14 de junho, a série foi dirigida por Felipe Hirsch, e tem o enredo baseado no livro homônimo da escritora alemã Juli Zeh. 
       Eu comecei assistir a série de forma meio aleatória: apareceu um anúncio no facebook, o nome chamou minha atenção e comecei a ver. Não li a sinopse, nem sabia que a série era uma grande aposta do canal - que, segundo boatos, está passando por um momento de crise.  Sem saber do que se tratava, comecei sem expectativas e confesso que o primeiro episódio me agradou, me deixou intrigada e me fez querer ver a continuação. 
       A partir do segundo episódio eu comecei a me decepcionar. Desde então, fiquei pensando que esse seria um assunto pra trazer aqui para o Pitacos. Com muita preguiça (e tédio!), cheguei ao décimo segundo episódio. Queria ter certeza sobre o que ia escrever e alimentava uma esperança de que a série voltaria a me agradar. 


      Pois bem, não tenho muito o hábito de correr atrás do que as pessoas postam sobre as séries que eu vejo, mas A Menina Sem Qualidades, muitas vezes me fez pesquisar para ver o que as pessoas estavam achando, se elas compartilhavam dos mesmos pensamentos que eu. A conclusão que cheguei é que teve muita gente que achou genial, e teve muita gente, que assim como eu, não gostou - e os motivos geralmente eram os mesmos. 
      Umas das coisas que mais me incomodou em todos os episódios foram os diálogos. Achava todos eles extremamente forçados. Ninguém tem comportamentos e conversas iguais as que a série apresentava. Desde a conversa da Ana com a mãe, com o namorado ou com os professores. Ninguém mantém aquele tipo de comportamento, e essa falta de realidade, me impedia de entrar na história que estava sendo contada. 
        Os personagens falavam com um sotaque que não me convencia, e que tornava a série menos real ainda. De todos, os que mais me incomodavam, era o do personagem Alex. Quanto à atriz principal, Bianca Comparato, atriz que já fez novelas na Globo e, n'A Menina Sem Qualidades viveu a personagem principal Ana, sua atuação não foi capaz de criar em mim um sentimento. Ana não era uma personagem que eu gostava, torcia ou me identificava. No entanto, eu também não a odiava e nem esperava que lhe acontece algo de ruim. Acho que me manter indiferente não só a ela, como aos demais personagens, foi um dos motivos para a série se tornar um tédio em muitos momentos. 
        Em um dos comentários que li durante minhas pesquisas foi de que a série era superficial. Ao fim dos 12 episódios, acho que essa é a melhor definição. A Menina Sem Qualidades trata da relação sexual entre aluna e professor, do relacionamento complicado entre mãe e filha, de uma menina que sofre bullying na escola. Se propõe a abordar tanta coisa, mas no final das contas, não sai da superficialidade de nenhum desses temas. Para mim, as coisas acontecem e de repente ficam sem explicação e resolução. O assunto é levantado e não é discutido. O resultado foi que a série acabou e eu fiquei cheia de interrogações.


Há qualidades

         Mas, não, a série não é de todo mal. Se a história não me conquistou, tenho que admitir que duas coisas foram muito bem abordadas e usadas, elevando o nível d'A Menina Sem Qualidades. A primeira delas: a forma com que foi filmada. Em muitas cenas, dava para perceber que tripés e suportes que dão estabilidade aos equipamentos foram deixados de lado, apostando no movimento de câmera. Há também filmagens em close up, ou mais abertas que apresentam bem os ambientes em que as cenas se passam. Acho que as apostas na forma de filmar acrescentou muita qualidade e linguagem à série, tornando-a mais dramática, mais intimista, dando suporte a atuação dos personagens.
       Várias cenas me chamaram a atenção ao longo dos 12 episódios, mas a que mais me marcou, aconteceu no décimo primeiro, em um momento que a Ana e o Olavo estavam sentados próximos da piscina, conversando. Quando eles se levantam, a câmera se movimenta com os personagens e, enquanto o diálogo continua, a câmera fica, por alguns instantes, filmando apenas a sombra dos dois projetadas na parede. Achei genial!
         O segundo ponto forte da série? A trilha sonora! Do início ao fim dos episódios, as músicas escolhidas são ótimas. Muitas, para não dizer a maioria, eu nem conhecia, mas eram tão boas e combinavam tanto com as cenas, que davam vontade de pausar o episódio para ir em busca das músicas para depois ouvi-las. Uma que me chamou a atenção, foi a versão da Video Game - da Lana Del Rey - e, n'A Menina Sem Qualidades aparece na voz de Boy George. Além de ser ótima, a música se encaixa perfeitamente na relação de Ana e Alex. Ponto para a produção!




      Eu assisti todos os episódios da série online, no site da MTV, o que eu acho que torna o canal digno de créditos. Além da comodidade de podermos assistir da forma e na hora em que bem entendermos, sem ter que baixar, os episódios eram disponibilizados no dia seguinte à exibição na televisão. No site, há ainda vídeos do making of, fotos e o melhor de tudo: a playlist de cada episódio. Para quem ainda não viu a série, ou está em busca das músicas, seguem os links abaixo. Enjoy it!



domingo, 16 de junho de 2013

Somos Tão Jovens

      Renato Russo não morreu. Está vivo nas salas de cinema do filme Somos Tão Jovens. Está vivo cedendo uma de suas principais composições como enredo para outro filme que também está sendo exibido nas telonas, o Faroeste Caboclo. Além dos filmes, está marcado para o final desse mês, um show em holograma. Em evidência, o cantor não sai da cabeça nem dos que não são seus fãs. O que não é meu caso, claro.
      Eu que não passo mais que uma semana sem ouvir uma música da Legião, estava contando as horas pra poder ver os filmes e, por isso, nada mais justo que comentar sobre eles aqui no Pitacos Pertinentes. Provavelmente o cantor ainda renderá assunto para o posts que virão posteriormente. Vamos começar, então, pela ordem cronológica das coisas.


      O filme Somos Tão Jovens estreou no dia 3 de maio e conta a história da juventude do Renato Russo – do período em que ele passa por uma cirurgia na perna, até a Legião começar fazer sucesso – e mostra o cantor compondo algumas músicas e encontrando sua identidade, em meio à criação de sua primeira banda, o Aborto Elétrico.
       Há quem diga que o filme não tem começo nem final, que queria ver a história do Renato na banda Legião Urbana – onde ele se consagrou como cantor e compositor. Eu não deixo de concordar com as duas afirmações. No entanto, no breve recorte que o filme traz, ele conta tantas coisas reveladoras -  que ajudam a entender não só aquele período, mas também as músicas que vieram posteriormente - que, pra mim, deixaram o filme ótimo.
      Outro fator que foi determinante para eu gostar do filme foi a ótima interpretação de Thiago Mendonça como Renato Russo.  O ator incorporou todas as caras, gestos e até a voz (!) do vocalista da Legião. Em algumas vezes causava até espanto. Tudo isso sem falar que as músicas não foram dubladas, Thiago aceitou o desafio dele mesmo cantar as canções e mandou muitíssimo bem!
       Achei que o filme cumpriu bem o papel que se propôs tratar. O ápice, pra mim, foi o momento da música Ainda é Cedo. Apesar de ser uma das minhas favoritas da banda, eu desconhecia o motivo de sua origem e quem era a pessoa que inspirou Renato a compô-la. Gosto muito quando eu interpreto uma música de uma forma e depois descubro, que o verdadeiro significado vai além do que eu imaginava, que é algo muito mais pontual. Com Ainda é Cedo foi exatamente assim. 
     Por fim, tenho que apontar outra qualidade do filme: a trilha sonora. Óbvio que em um filme que conta sobre a vida de Renato Manfredini Junior, a trilha sonora ia ser baseada nele e, portanto, seria ótima. Mas achei que a forma com que as músicas foram utilizadas foram muito importantes para construir a identidade do cantor e inserir o público na história. Pra começar, tem aquela abertura linda com fotos antigas e uma versão diferente de Tempo Perdido. Me arrepiou! Depois, só a parte instrumental das músicas compostas por Renato são utilizadas para marcar a passagem de tempo ou mudança de ambientes no filme. Não tinha como ser melhor!
     Eu saí da sala gostando ainda mais do Renato Russo e com vontade de ouvir todas as músicas já compostas por ele. Sem falar que, pra mim, é aquele tipo de filme que todas as vezes que eu ver ele passando terei que parar para assisti-lo. Ponto para o cinema nacional!

Pra encerrar bem, vamos de Ainda é Cedo:


domingo, 9 de junho de 2013

Não há nada mais lindo

      Se eu tivesse que definir Leo Fressato em uma frase, seria: Leo Fressato é pura poesia. Acho que nada o caracteriza tão bem quanto a palavra poesia! A sensação que eu tenho é que ele emana afeto e ternura. São tantas coisas boas que não tem como não se apaixonar.


      Talvez, começar a falar de Leo Fressato sem antes explicar quem ele é torne o texto um pouco confuso. Entendo se esse nome não soar tão familiar. Aliás, em entrevista para um um jornalista da Gazeta do Povo, ele mesmo comenta não ser muito popular. Mas certamente, seu canto doce no início da música Oração, da Banda Mais Bonita da Cidade, facilite para ligar o nome à pessoa.
      Isso mesmo. Leo Fressato é aquele que aparece no início do vídeo da música que virou um sucesso na internet, há dois anos atrás. Mas não, Leo Fressato definitivamente não é apenas um dos integrantes da Banda Mais Bonita. Aliás, nem parte da banda ele faz. Nunca fez. A relação que o cantor tem com a banda é de compositor. Pouca gente sabe, mas algumas das principais músicas cantadas por Uyara Torrente foram compostas pelo moço do cabelo encaracolado. Entre elas estão Canção para não voltar e A balada da bailarina torta
     Porém, pra mim, as melhores canções são as que ele mesmo canta. Sozinho. Ele e seu violão. E a poesia, óbvio. Impossível não se derreter com os versos "margaridas nas mãos/ venho armado até os dentes/ pra roubar seu coração/ e colocá-lo rente ao meu". Muito menos, como deixar passar despercebido o fato de "aprender a veranizar". Tudo isso, sem comentar sobre a parceria com a Ana Larousse na música Não há nada mais lindo. Em que, de fato, não há. 
      No texto "Os exageros de Leo Fressato", publicado pela Gazeta do Povo, é possível encontrar comentários de que, em suas apresentações, Leo apresenta traços do Renato Russo, Cazuza e Ney Mato Grosso. Ou ainda, citações de amigos que afirmam que, no palco, ele transborda. Todas essas características, Ana Larousse define com um neologismo: "fressetiano".
     Aliás, o ato de fressetiar pode ser acompanhado no facebook do cantor, que posta diariamente poesias e pensamentos soltos tão simples e doces como suas músicas. São doses diárias dos mais puros sentimentos, capazes de iluminar qualquer dia sombrio. 



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

The Carrie Diaries

        Antes mesmo de ir ao ar pela primeira vez, a nova série do canal The CW já contava com uma coisa a seu favor: ter como personagem principal a eterna Carrie Bradshaw, de Sex and The City. Somando isso à uma história leve e gostosinha, foi um pulo para The Carrie Diaries se tornar a nova queridinha no mundo das séries.


        A nova Carrie Bradshaw é vivida pela atriz AnnaSophia Robb que, com apenas 19 anos de idade, já possui uma lista extensa de trabalhos. No elenco também estão Katie Findlay, que viveu a personagem Rosie Larsen no seriado The Killing; Chloe Bridge, que fez algumas participações em New Girl, 90210 e Suburgatory; e Austin Butler, que vivia o Wilke em Switched at Birth antes de ser o Sebastian de TCD. 
       Juntos eles formam parte do elenco de The Carrie Diares, que se passa em 1984 e retrata a adolescência da Carrie. Mostrando sua evolução como a menina do subúrbio que começa a descobrir New York ao mesmo tempo em que está crescendo e passando pelas primeiras experiências de sua vida, como primeiro emprego, primeiro relacionamento, primeira transa. Tudo isso, tendo que lidar com a perda recente da mãe e com a irmã mais nova revoltada. 
     E já que se trata de Carrie Bradshaw, lógico que a série conta também com moda e bom gosto para as roupas. Além disso, a trilha 80's é outro ponto forte. Afinal, é sempre bom ouvir Girls Just Wanna Have Fun e Like a Virgin, entre outras várias coisas legais que são "desenterradas" por TCD. 


       Eu comecei a ver sem muita expectativa. A impressão que eu tinha era de que seria adolescente demais (o que talvez seja). Mas acabei gostando e me apegando. Outra coisa que pensei foi que lembrava muita à história de Jane by Design - série que contava sobre uma menina que gostava de moda e viva uma vida dupla: ora era a adolescente que sofria com o Ensino Médio, ora era a adulta que possuía um trabalho. Mas também passei a ter outra visão sobre The Carrie Diaries, já que por enquanto não tem sido muito abordado a questão do trabalho. 
       E, por fim, a minha última opinião, a qual ainda não consegui me desfazer, é a questão do figurino. A série passa nos anos 80 e é bem trabalhada dessa forma. Lógico que ninguém aparece usando celular, computador, ipod, tablets. A trilha sonora, como eu já falei, também reforça bastante a década. Mas no quesito roupas acho a série meio moderninha demais. Eu ainda não existia nos anos 80, então não sou autoridade no assunto. Sei que foi época do exagero e isso aparece bastante: a mistura de cores, estampas, tecido. Mas me parece usadas de uma forma moderna, de uma forma bem 2013. Olhando apenas as roupas dos personagens eu não diria que a série se passa a 29 anos atrás. Esse é o único ponto falho em TCD. De resto, vale à pena ver como teria sido a adolescência de Carrie Bradshaw. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cara Nova

     Eu não gosto muito de mudanças. Às vezes elas até são revigorantes, mas na maioria das vezes elas me parecem assustadoras. Mas mudar é importante! Importante para aprendermos coisas novas, conhecermos pessoas novas, lugares novos. Importantes para nos conhecermos melhor e ver o que está bom e o que precisa melhorar. Pra dar um up, uma cara/vida nova. Eu sei disso tudo, mesmo assim, sou relutante às mudanças. Porém, quando bate a vontade e a inspiração, ninguém me segura. E foi isso que aconteceu com o Pitacos Pertinentes: me dei conta que, depois de quatro anos do blog e dois com a mesma cara, chegou a hora de dar uma investida em um visual novo. Chegou a hora de dar tchau ao colorido das jujubas e apostar em um visual mais clean. É uma nova fase pro blog, e pra mim. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pra sair da fossa

       Primeiro post do ano vem mudando as regras. Nada de lista de desejos, nada de fazer mil planos para chegar ao final do ano sem lembrar do que desejei. O primeiro post do ano precisava ser algo diferente, algo digno de estrear o Pitacos 2013. E hoje fui iluminada por uma das coisas mais gracinhas dos últimos tempos.
      A inspiração me veio enquanto vagava aleatoriamente pelos Tumblrs da vida. O que eu encontrei foi o 180 cartazes para sair da fossa. O tumblr, criado pela designer Lanna Collares, consiste em postar um cartaz por dia durante seis meses, que segundo a mãe da criadora da página e outros pesquisadores por aí, é o tempo que se leva para superar um trauma de amor, também conhecido como pé na bunda.
       Os cartazes são inspirados em letras de músicas que sempre vêm linkadas junto aos posts do dia. Ou seja, além de superar a fossa,você ainda aumenta o repertório do dia. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Xoxo, Gossip Girl

      Dizem por aí que não há nada ruim que não possa ficar pior. O cantor Cícero fala em Eu não tenho um barco, disse a árvore que "a gente sempre deixa de cuidar do que já tem na mão". Tudo isso é a pura verdade! Às vezes, temos alguma coisa que não damos a miníma e quando ficamos sem, percebemos que ter aquilo fazia diferença, sim. Eu vivo me deparando com esse sentimento por aí. Pra citar o mais óbvio: relacionamentos (amorosos ou não). Muitas vezes não demos o menor valor pra alguém ou então, reclamamos que algo não vai bem e é só quando não temos mais a outra pessoa (seja por qualquer motivo) que percebemos que ficar sem ela não era a melhor solução. E aí, bate aquele arrependimento, aquelas sensação ruim. Mas em relacionamentos todo mundo um dia aprende que só se dá valor depois que perde.
      Mas fora do mundo amoroso, familiar ou de amizade a regra também se aplica. Esse é o meu exemplo menos óbvio e que venho vivendo na pele nesta semana. Como já disse diversas vezes aqui no PP, assisto Gossip Girl desde o primeiro episódio exibido pela Warner, há sete anos atrás. Vi a Blair ficar com o Nate, com o Chuck, com o Dan e com o príncipe francês. Vi o Chuck passar do pegador para o mais apaixonado e fiel da série. Assisti desde os tempos áureos em que os personagens estudavam no colégio Constance, até os episódios mais chatos pós-escola. 
 
Os tempos de Constance, a melhor época de GG
     Embora eu tenha sido fiel ao longo de todos esses anos, nem sempre a série correspondeu às minhas expectativas. Na verdade, ultimamente eu estava achando tudo um saco. Pra mim, há tempos Gossip Girl tinha perdido o rumo. Quando saíram da escola, foi chato, mas os tempos na faculdade davam pra aguentar. E depois virou um monte de confusão sem fim que estavam acontecendo só porque já estava previsto que a série iria até a sexta temporada. E ela chegou! E com ela, a sensação de arrependimento por eu ter desejado que acabasse logo.
       Nesta semana, foi ao ar nas tv's americanas o episódio New York, I Love You XOXO, o último episódio da série. Eu estava realmente cansada das enrolações de GG e estava contando as horas para que tudo se resolvesse, mas então, quando chegou o último episódio eu assisti cheia de nostalgia. Eu ainda lembro da primeira cena de Gossip Girl ao som de Young Folks, e estava assistindo os últimos minutos ao som de Florence + The Machine. Era o momento pra me despedir da Queen B., da Serena, e dos lindos Nate e Chuck. E do Dan, claro, que por fim se revelou um personagem importantíssimo.
Cena da 5ª temporada
       Além dos personagens principais, outro destaque do último episódio de GG - que eu achei incrível - foi ter aparecido os personagens antigos, como a Vanessa, a Jenny e o Eric, além da participação especial da linda Rachel Bilson. Em pensar que todo esse pessoal não estará mais junto ao longo das minhas semanas dá uma tristeza - aquela de perder algo que eu gostava, mesmo não dando mais valor.
      Mas não são só dos personagens que eu sentirei falta, também ficarei carente das roupas e produções lindas que serviam como fonte de inspiração para mim e para outras pessoas ligadas às amigas S. e B.. Não posso deixar de dar à elas os créditos pelas minhas meia-calças coloridas e pelas tiaras que usei por um tempo nas épocas em que elas estavam no Constance e eu, no colégio.

O momento mais esperado de GG: o final feliz de Chair

      O final não foi muito revelador. Imaginava que seriam aqueles casais e que as coisas se encaminhariam daquela maneira. Claro que não estava nos meus planos quem seria a Gossip Girl, que foi a única coisa que me surpreendeu. Sempre achei que quando eu descobrisse quem fosse a blogueira ia ficar decepcionada por ser a pessoa mais nada a ver da série, mas, no final das contas, até que fez sentido. Mas de uma forma geral, acho que o fim foi um pouco afoito. Ficamos tanto tempo vendo enrolação e o fechamento de tudo aconteceu nos últimos minutos do episódio. Mas a essa altura do campeonato não vale à pena reclamar de mais nada. Só me resta lamentar. Lamentar porque eu falei mal, mas sentirei saudades. Lamentar porque não verei mais os looks lindos da diva Serena, nem poderei contemplar as belezas do Nate e Chuck. Só o que me resta é procurar uma nova série, um novo vício, e quando a saudade bater muito forte, resgatar meus episódios salvos.


Foto do elenco no último dia de gravação 
E, agora, convém como nunca:

Xoxo, Gossip Girl

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Viva Peanuts


      As tirinhas do Charlie Brown completam hoje 62 anos. Em 1950, o cartunista americano Charles Schulz, publicou o primeiro quadrinho em sete jornais. As tirinhas de Peanuts e seus amigos foram publicadas até 2000, quando Charles Schulz faleceu por causa de um infarto. Ao todo foram 17.897 tirinhas publicadas. 



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bunheads e a volta de Amy Sherman-Palladino

      Há alguns meses atrás eu estava vendo um seriado e no cantinho da tela apareceu a propaganda de uma nova série que iria estrear. Procurei mais informações e vi que as personagens principais eram dançarinas de ballet. Como há em mim um espírito bailarino, fiquei curiosa e resolvi baixar a tal série Bunheads. No começo achei a série meio esquisita, a personagem principal me parecia um pouco fraca. Mas todas essas minhas impressões só duraram até aparecer a Kelly Bishop, que interpreta a Fanny Flowers na série e interpretou a vó da Rory em Gilmore Girls. Não que ela seja a minha atriz preferida, mas ela estar ali, com uma personagem superparecida com a de Gilmore me passou uma certa credibilidade para continuar vendo Bunheads.


       Assistindo aos outros episódios, comecei a me acostumar com a personagem principal, Michelle Simms, e a gostar mais de toda a história que estava sendo construída. Mas também fui vendo outras semelhanças com Gilmore Girls. O humor e as piadinhas de Michelle lembram muito a eterna Lorelai Gilmore. Em alguns momentos dos episódios as duas séries têm uma trilha sonora bem características. Sem falar em vários outros personagens que estão tanto em Bunheads quanto em Gilmore Girls. O marido da Lane em GG, Zach, aparece como o encanador em Bunheads. O excêntrico Kirk de GG também aparece em Bunheads como o também excêntrico dono do café. 
       Bom, depois de eu ter visto metade dos episódios lançados eu reparei no nome que aparece nos créditos e tudo fez sentido para mim. Depois de 5 anos do fim de Gilmore Girls, Amy Sherman-Palladino voltou ao mundo das séries com Bunheads. Isso era só o que faltava pra eu aceitar a série e ter certeza que vou assistir todos os episódios. Depois de crescer com a Rory e se divertir com a relação com a Lorelai, ou então ter sofrido para ver a Lorelai ora com o Luke, ora com o Christopher, é delicioso demais poder assistir uma série parecida com Gilmore
        Por enquanto, a primeira temporada teve apenas dez episódios, mas está confirmado pelo canal ABC Family que a série volta com novos episódios com data ainda a ser definida. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Campbell's soup

      Há 50 anos atrás, o Rei do Pop Art, Andy Warhol, produzia uma das suas principais obras, a 32 Campbell’s Soup Cans. Em homenagem à data, a Campebell's Soup vai lançar neste mês de setembro embalagens personalizadas e inspiradas no movimento artístico dos anos 60.



      As embalagens, que terá edição limitada, estapam também o rosto de Andy Warhol com citações famosas do artista, como: "No futuro todos terão seus quinze minutos de fama".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Spoiler Glee 4ª temporada

      Surpresas são sempre boas, mas, ao mesmo tempo, é bom saber para que caminho as coisas vão se encaminhar. Há 9 dias do início da 4ª temporada de Glee, tá na hora de alguns spoilers.

O elenco da nova temporada conta com novos personagens
        Pois bem, a terceira temporada acabou com a formatura de boa parte do elenco e a ida da Rachel para Nova York. Eu tinha esperanças de que aconteceria alguma coisa e ela ia ficar junto com o Finn, mas não. Nessa temporada Rachel aparecerá mais madura e com um novo amor, um personagem que se chamará Brody. O produtor executivo da série, Brad Falchuk, disse que esse personagem tem a mesma doçura do Finn, mas ao mesmo tempo, é um tipo de pessoa “muito diferente”. A expectativa de Falchuk é que ao final de tudo o casal (Rachel + Finn) termine juntos, mas muitas coisas podem acontecer.
      Rachel aparecerá mais ousada até na forma de se vestir. Ela abandonará as saias e meias por coisas mais sofisticadas. Essa repaginada de estilo acontecerá por intermédio da nova personagem vivida pela atriz Sarah Jessica Parker, que atuará como mentora do Kurt em seu novo emprego.

O novo casal e o novo estilo de Rachel Berry

      Bom, mas se Rachel está em um novo relacionamento, o que acontecerá com o Finn? Segundo a produção do série ele definitivamente terá alguém, mas ainda não está certo de quem. No quarto episódio ele vai aparecer conversando com um sargento do exército.
     Kurt vai começar deprimido em Ohio, mas em algum momento vai acabar indo para New York para estagiar em um site da Vogue! Na cidade que nunca dorme, ele dividirá um quarto com a Rachel. O romance com o Blane será na maioria dos episódios à distância, o que poderá trazer sofrimento para os dois.
Nessa temporada, Kurt vai para NY e  Blane continua em Ohio
     A Brittany, nessa história toda, fará mais um tributo à Britney Spears e, segundo o produtor executivo, esse episódio será um dos mais engraçados que já teve em toda a história de Glee. Brittany, interpretada pela atriz Heathe Morris, concorrerá de novo à presidência da escola, mas, desta vez, o concorrente será o Blaine.
      Quanto ao vencedor da segunda temporada de The Glee Project, o Blake, ainda não divulgaram muita coisa sobre ele. O que o Ryan Murphy já comentou foi que ele aparecerá com o cabelo diferente (provavelmente mais curto) e que muita gente vai se identificar com a história dele. E falando em TGP, Damian vai fazer parte dessa nova temporada, assim como o Samuel e o Alex.
     Além do Blake, e das participações da Sarah Jessica Parker e da atriz Kate Hudson, que se desentenderá com a Rachel, outros quatro personagens novos vão aparecer. Um deles será o Brody (que eu comentei acima e fará par romântico com a Rachel), o ator que o viverá em Glee, já participou da série Terra Nova, que foi produzido ano passo por Steven Spielberg. Aparecerá também um irmão do Puck, que se chamará Jake e vai estudar no McKinley High. Terá também duas meninas novas: uma delas será uma cheerio e a outra entrará no New Directions para entrar no lugar da Rachel. Além do tributo da Britney, cover de Billy Joe, Carly Rae Jepsen, Taylor Swift e Chasing Pavements, da Adele.


Jake, o irmão de Puck
Kitty, a nova cheerio


Marley, a nova integrante do coral
      Saber de tudo também fica sem graça. Outros detalhes, ou a história dos outros personagens fica para descobrirmos ao longo dos episódios. Glee volta, nos Estados Unidos, dia 13 de setembro com o episódio “The New Rachel”. Enquanto isso, para aumentar ainda mais a curiosidade e expectativa, veja o teaser da 4ª temporada:




segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O estilo de Adam Levine

        Já se passou mais de uma semana que o Maroon 5 se apresentou em Curitiba, mas eu ainda estou na vibe do show. No meu iPod só dá eles. Aproveitando essa empolgação resolvi escrever um post mais que merecido sobre o Adam Levine.
       Como eu comentei no post do show, eu gostei da banda logo no início da carreira e um dos principais motivos por isso era o fato do vocalista ser bonitinho (quando se tem 12 anos, o vocalista de uma banda ser bonito já é meio caminho andando para morrer de amores pelo som dos caras). Sempre gostei mais do tipo magrelo, do que do tipo fortão, sarado. E o Adam tinha bem esse perfil: um rostinho bonito num corpo magro.
      Só pra lembrar, eu estou me referindo do Adam na versão This Love, ou seja, na época que ele não era lá grandes coisas. Naquela época era o que tinha e eu achava ele lindo, mas esses dias estava vendo o clipe e quase não dá para dizer que é a mesma pessoa. Ele deu uma mudada significativa, está bem diferente. Hoje ele é lindo, antes ele era bonitinho.

Adam Levine no início da carreira do Marron 5
2004/2005























      Mas o tempo faz milagres! Algumas pessoas ficam bem melhores com o passar dos anos. Isso se encaixa até para os bonitos. Até para o Adam Levine. Hoje ele está bem diferente que há oito anos atrás, quando ele apareceu. A versão atual é um pouco mais musculosa, sem negar o tipo físico que me atrai.  Ao mesmo tempo que ele é superdescolado, cheio de tatuagens e com barba por fazer, segue o estilo rocker simples. 

A versão atual e sexy de Adam Levine
Uma barba por fazer faz diferença, sim



















                No show em Curitiba, Adam fez sucesso com a combinação de calça e camiseta branca e sapato e cinto preto. Já no show em São Paulo optou por ir com roupas escuras. As produções com que ele aparece em cima dos palcos, não fogem muito do estilo que ele usa no dia a dia. As calças, geralmente são skinnys. As camisetas, geralmente sem estampas, também ficam certinhas no corpo. Não é raro também vê-lo de colete ou jaqueta de couro. 











































Faz parte do Adam's style também xadrez e camisas ou jaquetas jeans. Nos pés, tênis ou coturnos.


Simples, chic, sexy. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Divagando sobre The Glee Project 2

       Quando a primeira temporada de The Glee Project acabou, me senti na obrigação de comentar sobre ela no blog. Eu estava superempolgada e curtia bastante os personagens. Precisava falar sobre as diversas formas que o programa tinha me marcado. Com o fim dessa segunda temporada, que já aconteceu há umas duas semanas, também senti a mesma obrigação, mas por motivos diferentes. Vamos às explicações.

Integrantes da segunda temporada de TGP
       Enquanto o programa não começava, eu estava na expectativa. Não via a hora de começar logo pra eu ver quem eram os novos concorrentes a uma papel em Glee. Mas, logo que começou, com o episódio que mostrava a seleção do pessoal, já não curti muito. Parecia que eles estavam interessados em uma história triste. Quem tivesse a vida mais trágica ou inusitada, ganhava um lugar. Teve um cego; teve um transexual; uma menina na cadeira de rodas; uma muçulmana rebelde; um menino que foi criado só por mulheres... Mas, mesmo assim, logo de cara gostei de duas pessoas. O Charlie e o Blake.
       Porém, com o passar dos episódios, comecei a gostar da Dani, que logo saiu; comecei a gostar da Nellie, que também não durou muito; comecei a gostar do Michael; e fui deixando de gostar do Charlie. Mas do Blake, eu gostei do início ao fim, mas mesmo com ele não senti aquela empolgação que sentia na primeira temporada. Não tinha aquela expectativa e curiosidade do que estava por vir, tanto que demorei para assistir o último episódio e ver quem tinha ganhado.
Blake, o vencedor da segunda temporada
       Os episódio finais, com a participação dos diretores de Glee e com parte do elenco, achei legal. Adoro o Ian e, por mim, ele poderia fazer parte de todo o processo junto com o Ryan. Sem falar do Zach que é o meu preferido sempre. E lógico, gostei muito do Blake ter ganhado, ele era o melhor, mas, para mim, representa a contradição do discurso do Ryan desde a primeira temporada. Ele sempre fala que quer alguém que tenha uma história legal, que as pessoas se identifiquem com eles quando os verem em Glee, mas o Samuel já não representava muito esse perfil. Ele tem a história que ele vive na série, de ser um cristão, mas não me convence muito, não. E o Blake foi a mesma coisa: ele era lindo, talentoso, mas não tinha a história. E ganhou. Por mim, não tinha pessoa melhor, mas que para mim soa contraditória, soa.



      Nesta temporada também faltou umas apresentações mais legais, na minha opinião. As músicas que o Cameron cantava, eu escuto até hoje. A versão do Samuel cantando Jolene também. Nesta season 2 eu não me empolguei com muita coisa, mas se tivesse que escolher uma seria esta:


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Maroon 5 em Curitiba

      Lembro que comecei a gostar do Maroon 5 lá por 2004/2005, quando vi o clipe de This Love passar na MTV. Na época eu nem era tão ligada em música assim, mas logo de cara curti a música e o vocalista da banda.
       Conforme o tempo foi passando, novas músicas foram aparecendo e a banda foi ficando mais popular. Veio She Will Be Loved, Sunday Morning e o Adam Levine foi aparecendo ainda mais. Depois veio  Makes Me Wonder; If I Never See Your Face Again, com a participação da Rihanna. Tudo isso até 2011, quando eles apareceram com tudo com Moves Like Jagger e voltam a bombar em todos os lugares.

Adam no clipe de Moves Like Jagger
       Bom, eu acompanhei a trajetória toda. Não digo que fui a maior fã ao longo desses anos, mas nunca me distanciei muito deles. Sempre que algo novo aparecia, correia para ouvir. Sem falar que a presença do Adam em The Voice foi o motivo principal para começar a assistir o programa. Por todos esses motivos, quase infartei quando descobri que eles iam vir fazer uma turnê no Brasil e que Curitiba estava inclusa nas cidades pelas quais eles iam passar. 
       Corri pra comprar o ingresso e o garanti para a Budzone logo no primeiro dia de venda - e  mesmo assim paguei pelo terceito lote, ou seja, paguei caro, mas tudo bem, era o preço a se pagar para ver o Adam de perto. Com os ingressos na mão, fiquei na expectativa mais de um mês.
      O dia finalmente chegou. Foi na última sexta, 24. O show estava previsto para começar às 9h30, mas quando cheguei no lugar do show, uns 40 minutos antes, a fila de pessoas para entrar estava quilométrica. O lado de fora já estava dando sinais de que eles não iam se apresentar na hora prevista. Pelo que ouvi falar, os portões não abriram na hora em que estava marcada. Esse foi só o começo da desorganização que teve ao longo da noite.

Foto da fila, divulgada pela Gazeta do Povo
      Lá dentro, tudo lindo. Budzone bem na frente do palco, uma galera já estava acomodada à espera do show. Mas deu 9h30 e nada de Maroon 5 e nem do show de abertura que estava marcado para 8h30 com o ganhador da primeira temporada de The Voice pelo time do Adam, Javier Collon. Deu 10h e também não mudou nada. Conversei com uma menina que tinha acabado de entrar, ela falou que a fila do lado de fora, ainda estava longe. Quando a galera já estava entediada, pedindo para começar, já era mais ou menos 11h, anunciaram que os instrumentos da banda tinham ficado presos na Receita Federal por causa da greve, mas que já estavam a caminho. Segundo momento de desorganização. A banda já estava em Curitiba desde o dia anterior, mas os instrumentos pelo jeito só vieram depois. Depois que passou um tempo, todo mundo já estava xingando toda a organização do evento, os instrumentos chegaram. Então começou uma correria para montar tudo e depois afinar. Deixar tudo o mais descente possível dentro daquela confusão. E todo mundo lá já cansados, mais de 11h da noite, assistindo à equipe arrumar o palco. 
      Só 00h40, ou seja, três horas depois, as luzes se apagaram e começou um barulhinho de telefone. Era o Maroon 5 que ia abrir o show com Payphone. A partir do momento que eles pisaram no palco, eu relaxei. Pra mim, a demora começou a ser recompensada. Ver o Adam Levine ali, de pertinho, era muita emoção. A banda apareceu toda de branco e o Adam fez ainda mais sucesso por causa da roupa. Eu não curto muito homem de calça branca e sempre acho que a combinação de calça + camiseta branca deixa com cara de estudante de Medicina. Mas acho que quando a pessoa tem estilo, tudo cai bem. A produção clean agradou todo mundo – inclusive o pessoal do Rio e São Paulo, que foram nos shows nos dias seguintes, estavam torcendo para que eles se apresentassem de branco também. Mas foi sorte de Curitiba. Nos outros dias eles apareceram de roupas escuras.


      Além da roupa que muito me agradou, não posso deixar de comentar da emoção de ver pessoalmente eles cantando as clássicas da minha adolescência (que eu comentei lá em cima) além de outras que eu sempre gostei como Won't Go Home Without You, Misery e as mais recentes One More Night, Stereo Hearts, Payphone e, claro, Moves Like Jagger, que encerrou o show com chave de ouro. Teve também alguns covers como SexyBack, do Justin Timberlake, e Seven Nation Army, do White Stripes, que foi cantada pelo guitarrista James Valentine, enquanto o Adam assumiu a bateria. Sobre a demora, Adam comentou que só no Brasil um show começa mais de meia noite e mesmo assim a galera quer se divertir.
      Teve gente que pagou e foi embora antes da hora, outras não acharam o melhor show. Falaram que foi curto (o que eu também achei), que eles interagiram pouco com a plateia e que foi muito "quadradinho". A galera esperava mais, principalmente, para recompensar a demora do início. Para mim, que fui estreante no show da banda e queria muito ver o Adam de perto, tirando todo o sufoco e a demora, foi ótimo e valeu super à pena. Queria mais!

Ficou tremida, mas foi o que deu para tirar

Obs.: o show me empolgou tanto que foi assunto durante dias, por isso ele ainda vai pautar mais posts por aqui. Aguardem!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pra curtir: 60 covers

     Nos tempos áureos do PP, em que ele era atualizado quase todos os dias, eu sempre comentava sobre covers que ficavam legais ou superavam a versão original. Isso porque eu curto bastante cover. Sempre que vejo uma música regravada por alguém inusitado, ouço.
     Aqui no blog, já comentei sobre algumas músicas do Roberto Carlos, já comentei sobre o cd Bailão do Ruivão que é puro cover, sobre Legião Urbana, Arctic Monkeys, Beatles... Muitas, muitas coisas. 
     Ultimamente tenho ouvido bastante a versão do White Stripes da música Jolene e a versão do Wagner Moura cantando as músicas da Legião Urbana no show de tributo à banda que aconteceu no fim de maio, em São Paulo. Sei que o assunto é polêmico, que teve gente que curtiu muito e tem gente que odiou. Eu curti e não estou falando que, porque estou ouvindo essa versão, tenha achado que superou o Renato Russo. Jamais. Mas gostei de uma versão mais atual. Mas, não entraremos nesses méritos, porque na verdade o assunto não é esse.
     Já que eu já publiquei vários covers achei legal compartilhar uma lista dos 60 covers melhores que os originais criado pela revista Vip. Na lista tem Snow Patrol, Nirvana, Guns N' Roses. Tem algumas coisas que eu não conheço, tem algumas que eu nem sabia que era regravação e tem algumas que não concordo, mas vale à pena dar uma olhada. 


Aproveitando um cover citado na lista - que pra mim não supera, mas se iguala à versão original - You Know I'm No Good, de Amy Winehouse, por Arctic Monkeys:




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nomes na Coca-Cola

       Desde pequena eu sou traumatizada com uma coisa: meu nome nunca aparece em lugar nenhum. Existem milhares de músicas com nome de mulher. Anna Julia, Carla, Carol, Juliana, Gabriela, Camila, Barbara. Tem até a música Sobrenomes, d'O Teatro Mágico, que cita vários nomes  de mulheres que "achavam que não teriam seu nome incluídos em uma serenata", como o próprio Fernando Anitelli explica no início da música. Bom, o meu nome não estava lá. Meu nome não está em lugar nenhum. Nem em novelas, filmes, séries. Nunca vi uma personagem chamada Carine.
      Esse meu trauma é antigo, mas hoje se tornou maior depois que li sobre a mais nova campanha da Coca-Cola, que se trata de colocar os 150 nomes mais comuns do país nas embalagens zero do refrigerante. A mesma ação já foi desenvolvida na Austrália esse ano, depois que a marca percebeu que 50% dos adultos e jovens ainda não tinha consumido a bebida naquele mês. A ideia de estampar os nomes comuns na embalagem era para atrair o público e reaproximá-los da marca. Óbvio que a campanha foi um sucesso, assim como eu acho que aqui também será. A única coisa que eu acho realmente chata é que eu sei que não tem nem chance de eu encontrar uma embalagem estampando um "Carine".  


As embalagens da Austrália
E as do Brasil, que devem chegar ainda esse mês

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um ano sem Amy Winehouse


       Hoje, 23 de julho, completou um ano em que a diva Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento em Camden Town, Londres. A causa da morte, revelada algumas semanas depois, foi o excesso de bebida alcoólica após um tempo de abstinência.
       Nesse mesmo dia do ano passado, eu escrevi aqui no blog um texto com bastante pesar por ter perdido a minha cantora preferida. Hoje a sensação é a mesma com um adicional de revolta. Revolta porque durante o tempo em que estava viva muita gente se recusava a admitir o talento dela, porque usava drogas, aparecia frequentemente bêbada e não largava o copo de bebida nem quando estava em cima do palco.
        Depois da morte, apareceram aquelas pessoas que resolveram gostar dela porque ela era o assunto do momento. Teve também as pessoas que continuaram com a visão limitada e ainda não se livraram do pensamento que Amy era puro escândalo. Não nego que ela teve uma trajetória marcada por deslizes, mas depois de tanto tempo ela ainda ser tratada assim me cansa.
      Hoje li várias notícias sobre um ano de morte de Amy Winehouse e, ainda que os textos sejam diferentes, alguns mostrando uma certa devoção à Amy, outros mostrando indiferença, é comum ver nos textos palavras chaves como se elas fossem a melhor tradução do que a cantora representa. “Carreira/vida curta, porém intensa”. “Viveu intensamente”. “Vida desregrada”. “Carreira conturbada”. Ok. Tudo isso e o que mais?








                           Tem tanta gente famosa que teve uma vida e uma morte semelhante a dela. Acho que não é necessário nem listar nomes, todo mundo sabe dos cantores que faleceram aos 27 anos. Não sei se é porque o meu “contato” com eles não é tão grande quanto com a Amy, mas não vejo falarem deles apenas como os cantores que usavam drogas, que bebiam demais (e se falam estão sendo tão injustiçados quanto a ela). Depois de tanto tempo, acho muita teimosia se limitar a julgar Amy Winehouse apenas pelas suas atitudes.
       Pra mim, a voz da Amy é incomparável, o estilo tão singular, o jeito ao mesmo tempo que aparecia demais, se revelava de uma pessoa tímida que queria outro tipo de atenção. São essas qualidades que tem que ser analisadas. São esses detalhes que a fez única e a eternizou. São essas singularidades e o talento que devem ser reconhecidos, celebrados e lembrados. Sempre. 

R.I.P. Amy.