sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vendo a história acontecer

A gente entra na escola e aprende sobre diversar coisas que aconteceram ao longo do tempo e mudaram, de alguma forma, a história do mundo. Tudo parece tão distante: crise de 29, ditadura, revoluções. Eu ia ouvindo o professor de História falar e pensando como as pessoas se sentiam, será que elas pensavam que daqui alguns anos elas fariam parte da história e que seriam comentadas e estudadas?! Enquanto eu pensava isso, eu não me dava conta que, na verdade, eu e todas as pessoas de gerações mais velhas e um pouco mais novas também estão fazendo parte da história. Vimos tantas coisas acontecer: a queda das Torres Gêmeas, a crise econômica de de Nova York em 2009, vimos o mundo chorar a morte da Lady Di. E agora vemos televisionar o casamento do século. Um verdadeiro conto de fadas vivido por Kate Middleton e o príncipe William.

A noiva linda, com um vestido digno de toda a expectativa que causou.

As convidadas marcadas pelos chapéus - alguns bonitos, outros extravagantes.

O príncipe charmoso, com seu uniforme militar.

Os noivos saindo de carruagem.

Dando o beijo na sacada central do Palácio Buckingham, igual ao da Lady Di e o príncipe Charles.

 E depois saindo simpáticos com o carro conversível.

Um casamento de dar inveja e que fez a Sandra Annenberg terminar a apresentação do Jornal Hoje falando "29 de abril, dia do casamento do século"... Definitivamente estamos vendo a história acontecer.


I'm back

Faz tempo, eu sei. O Pitacos Pertinentes anda meio abandonado, o que é sinônimo de falta de empenho, mas, principalmente, de falta de tempo. Tantas coisas para fazer acontecer na faculdade e ainda estive estagiando. Faltou tempo para tudo, não só para escrever como para ler blogs e bafóns que estão acontecendo por aí.
Enfim... Voltei, agora pra ficar. Eu espero.

terça-feira, 29 de março de 2011

Curitibanidade


O planalto é raso
O passado é tropeiro
O verde do dinheiro
A vanguarda do atraso
O carnaval é vazio
A coxa é branca
A meretiz é santa
O verão é o frio
O aeroporto é São José
O "R" é "Bareirinha"
A casa, não na minha
Que ser fechada é o que é
O bicho é a gralha
O herói é o do óleo
A calçada é linóleo
O Paiol é a palha
Reitoria é rampa
Santos Andrade, escada
Ópera de Arame farpada
A capital da província é Sampa
A comarca é quinta
A flor é o pinhão
O Guaíra é o saguão
O Poty é a tinta
Favela é trezentas
Pele polaca é mentira
Urbano é caipira
E a tradição inventa
O morador não é daqui
Mas a Felicidade é Santa
O epuc é a raíz da planta
A iguaria é o pierogi
O Champagnat é o Bigorrilho
Conversa de elevador dá medo na gente
O sotaque diz leitE quentE
E o piá é o filho
Perigo é a calçada
Batel é a quinta avenida
Graciosa é estrada
Mimosa, fruta preferida
Silva Jardim é a ida
Visconde o retorno
O olho gigante é um forno
O mate, história e bebida
Litoral é Santa Catarina
A festa é da uva
Primeiros socorros é ter guarda-chuva
Manhã de inverno é geada e neblina
Casa China é onde se acha
A Boca é Maldita e nunca se cala
Zequinha é a bala
E o biscoito é a bolacha
Araucária é o serrote
A rua é a XV
O festival é o Fringe
O vampiro é o mascote
Cine é o que se bebe
O poeta é o bigode enorme
A indentidade é o velho sobrenome
Todo o resto somos plebe
Ser melhor na teoria é o karma
O topete ainda é pequeno
O futebol são três, mas parece menos
O penal é onde eu guardo a minha arma
O tubo às seis é cheio
A salsicha é a vina
A determinante é o clima
A canaleta, o caminho do meio

(Conceitos - Lívia e os Piá de Prédio)


Pra mim, poucas coisas definem tão bem Curitiba e os hábitos curitibanos, quanto essa composição da banda Lívia e os Piás de Prédio. Por meio dela, faço minha homenagem ao aniversário de 318 anos da cidade que tem um clima chato, não tem lugar para realização de shows internacionais e nunca tem as coisas legais que têm em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas que é muito mais que minha cidade natal, é a cidade em que eu cresci, é a cidade do meu coração.

domingo, 27 de março de 2011

Renato Russo

Rio de Janeiro, 27 de março de 1960, nasce um dos maiores cantores e compositores do Brasil: Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo.
Embora seja conhecido principalmente pela banda Legião Urbana, em sua adolescência, quando morava em Brasília, teve sua primeira banda de rock, o Aborto Elétrico. Na banda, que se formou em 1978, estavam, além do Renato, os irmãos Flávio e Felipe Lemos (atual integrantes do Capital Inicial) e André Pretorius. Várias músicas conhecidas do repertório do Legião e do Capital foram regravações do Aborto Elétrico, como Ainda é Cedo, Fátima, Geração Coca-Cola, Que País é Esse? e Veraneio Vascaína.
A banda durou apenas 4 anos, por desentendimentos de Renato Russo e o baterista Fê Lemos. Segundo Fê, ele arremessou uma baqueta na cabeça de Renato, após ele errar a letra de várias músicas em um show. Renato ficou bravo e falou que não queria mais cantar no quarteto.
Seguiu então em carreira solo durante alguns meses, até a formação de uma das maiores, melhores e bandas consagradas do rock brasileiro, a Legião Urbana.


A primeira e única apresentação da banda como um quinteto foi em 5 de novembro de 1982, em Minas Gerais. Depois, alguns integrantes saíram e foram substituídos. Foi nesse período que o Dinho Ouro Preto teve uma pequena pequena participação na história da Legião como guitarrista. As mudanças na banda se encerraram quando se tornou um trio, formado por Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos.
Com essa formação e após um show no Circo Voador, no Rio, em 1983, a banda começou a ficar conhecida por suas músicas que criticavam a política do país e pelas belas letras de amor. Entre álbuns de estúdio, ao vivo e coletâneas, a banda lançou 16 álbuns.
No dia 11 de outubro de 1996, Renato Russo morreu devido a uma complicação causada pelo vírus HIV. Seu corpo foi cremado, e as cinzas jogadas sobre o sítio do arquiteto Roberto Burle Marx. No dia 22 de outubro foi decretado por Bonfá e Dado o fim oficial da Legião.

sábado, 19 de março de 2011

Sunday Bloddy Sunday Sambô

Eu gosto de várias músicas do U2, mas uma das minhas preferidas é e sempre foi Sunday Bloody Sunday. Há algum tempo atrás eu achei a música cantada pelo Paramore. Ficou legal eu gostei, mas a versão que eu encontrei hoje é muito mais inusitada: um samba. 
Sambô é o nome do grupo que teve a irreverência de fazer essa mistura, que eu acho que deu certo. Mas a irreverência não parou por aí, os sambistas ainda cantam Mercedes Benz de Janis Joplin, Rock'n Roll de Led Zeppelin e I Feel Good de James Brown e muitas outras músicas nacionais e internacionais, num estilo que eles definem como "rock-samba".