sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Divagando sobre The Glee Project

       Se tem uma coisa que eu gosto, é ver séries. Na verdade, não só ver: eu gosto de senti-la, vivê-la. Não consigo ser uma telespectadora passiva que senta em frente à televisão ou ao computador e apenas assiste. Eu tenho que rir, chorar, ficar brava, com pena... Confesso que, às vezes, até converso com os personagens.
       Sem falar que sempre tem um personagem que eu adoto. Ele vira a minha maior motivação na série, eu viro a sua maior admiradora. Acho que às vezes surge até um amor platônico. É idiota, eu sei, mas pelo menos mostra que a série está sendo legal, porque se não despertasse nada em mim, não teria sentido eu assistir por assistir... 
       Até semana passada a série que estava sendo a minha maior expectativa era The Glee Project, um tipo de "American Idol" para selecionar novos personagens para participar da terceira temporada de Glee. Na "série" dois personagens foram os adotados por mim: Samuel Larsen e Cameron Mitchell. 
       O Samuel foi um gostar à primeira vista. Desde o primeiro episódio, quando eu vi um menino estiloso de dreads, eu decidi que ele seria o motivo de eu assistir TGP. Porém, com o tempo, eu fui descobrindo o Cameron e foi surgindo uma admiração... Quando me vi, estava chorando na frente do computador, porque ele estava saindo da série. 
Os meus dois queridinhos: Cameron e Samuel
       Chorar na frente de um computador por causa de uma série, que nem é pra ser triste, é estranho. Mas mais estranho é me apegar tanto às pessoas que parecem que não são reais. As possibilidades de um dia eu encontrá-los é mínima, assim como a possibilidade deles serem tão incríveis quanto parecem, mas mesmo assim eu sofro e vibro quando o Samuel é o vencedor. 
       Já faz mais de uma semana que Ryan Murphy e Ian Brennan tomaram as sábias decisões dos vencedores da série, mas ainda resta uma sensação de vazio por não ter mais aqueles personagens na minha rotina. Eu tenho que lidar com a sensação de perda de algo que eu nunca tive. 
       Na verdade, isso não é apenas sobre séries, é, também, sobre livros. Tem livros que eu levo meses pra terminar de ler e acabo convivendo tanto com aqueles personagens, que, quando eu termino de ler a última página e fecho o livro, o meu pensamento é sempre o mesmo: "Acabou, agora o personagem sai da minha vida". Ás vezes eu fico até divagando, sobre o que poderá acontecer a ele depois dali, se eles realmente foram felizes para sempre, quantos filhos tiveram, ou como seguiram a vida...
       Bem, neuroses à parte, eu só queria compartilhar que The Glee Project acabou e eu sinto falta de ver o Cameron, o Samuel, o Zach, o Ryan Murphy e o Ian Brennan. Eu sinto falta daquele nervoso que eu sentia a cada lista dos três piores, da "lista de chamada" e dos eliminado cantado "Keeping Hold On". 

Pra terminar e matar a saudades, lhes deixo com uma das melhores apresentações de todas que tiveram em TGP: 

sábado, 23 de julho de 2011

Eternamente diva

       Durante um tempo da minha vida achei que gostar muito de uma celebridade era bobagem. Eles estão distantes e há tantas pessoas no mundo que os amam de uma forma extrema sem que eles nunca fiquem sabendo. Porém, hoje, acho que isso se assemelha muito a se apaixonar: é idiota enquanto não acontece com a gente. 
     Pois bem, eu não sou uma fã desesperada, não perco a compostura, mas entendi o porquê de gostar tanto de pessoas que, de tão diferentes e deslumbrantes, parecem não fazer parte do mesmo mundo que a gente. E eu entendi quando comecei a ouvir Amy Winehouse. Na verdade, não só ouvir, porque admirar Amy Jade Winehouse apenas pelas músicas era admirá-la superficialmente. Pois, além da voz, havia uma mulher incrível com suas marcas registradas: cabelo e maquiagem nos olhos, vestidos curtíssimos, sapatilhas de balé,  dancinha fora do ritmo. Tudo isso montava a Amy Winehouse e não importava se ela estivesse com a maquiagem mal feita, bêbada ou sem um dente, ela continuaria sendo motivo de admiração.
       Pra ser uma diva não é preciso estar sempre impecável sobre o salto, a roupa engomada, a maquiagem retocada e o cabelo penteado. Ser uma diva, pra mim, é se impor, mostrar a que veio; atrair fãs e admiradores; ter talento e personalidade. Coisas que a Amy não só teve, como manteve durante toda a sua carreira "conturbada", como insistem em dizer por aí. Amy Winehouse é a minha diva. Na verdade, ela sempre foi, desde quando há uns 5 anos atrás, quando ela ainda não era conhecida pelo mundo, baixei uma música dela por engano, me interessei e viciei.  
     No dia 14 de setembro do ano passado, dia em que Amy comepletou 27 anos, a mídia comentava sobre seu aniversário e eu fiquei extremamente irritada, pois ao invés de comemorar a data, comparavam-na com astros que haviam morrido ao 27 anos e diziam que ela estava entrando em uma idade perigosa. Eu alimentava as mais fortes esperanças. Ela nunca se preocupou em agradar ninguém, muito menos em ser igual aos outros, por que agora ela iria "seguir à regra"? 
       O mais estranho de pensar que não haverá mais novos cds de Amy Winehouse, nem novos escândalos é pensar que, realmente, não haverá mais Amy Winehouse. Quando eu for mais velha e ter meus filhos, eles ficarão abismados por eu gostar de uma mulher tão "distinta" que cantava soul music e a diva Amy será, para eles, como o Elvis, por exemplo, é pra mim. Eu vejo os meus pais e as pessoas comentando sobre o quanto ele era talentoso, mas, por mais que eu goste das músicas e veja vídeos, eu nunca entenderei o que é ver e viver o talento de Elvis Presley. Assim, será também a Amy: as gerações futuras nunca entenderão o que foi ver a Amy dizendo "No, no, no" para a Rehab.

      Para terminar a minha homenagem à diva das divas, deixarei duas músicas. A primeira uma das minhas músicas preferidas "Tears Dry On Their On" e a segunda, não é da autoria da Amy, mas eu gosto muito da sua versão e é uma música que tem um significado importante pra mim: "Will You Still Love Me Tomorrow?".

Com vocês, Amy Winehouse.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pitacos Pertinentes: um ano

Eu comentei no post de baixo sobre todas as minhas frustrações e indignações, mas acho que o Pitacos Pertinentes é digno de um post decente para celebrar seu primeiro ano de existência. Para alegrar, comemorar e adoçar a comemoração (e a página), nada melhor que um cupcake, uma das coisas que mais tem me agradado ultimamente. Parabéns ao PP, espero que ele ainda me traga muitos anos de alegria!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre o Pitacos Pertinentes

Essa semana o Pitacos Pertinentes fez seu primeiro aniversário. Eu ainda me lembro do dia que eu o criei, dos dias que escrevi os primeiros posts, da sensação boa que eu tinha dentro de mim por ter um blog. Agora, com um ano de existência, ele nem recebeu um post de comemoração.  Na verdade, isso vem acontecendo há tempos. Tantas coisas legais acontecem pelo mundo e eu vejo, tantas coisas acontecem a mim, tantas coisas que eu poderia compartilhar através do Pitacos e acabo guardando só pra mim por falta de tempo, preguiça ou esquecimento.
A questão é que eu planejei por tanto tempo criar um blog e me empenhar nele. Pensei em deixá-lo com uma cara que eu gostasse e escrever tudo de legal que eu visse e vivesse. Criei coragem, fiz o Pitacos Pertinentes e, no entanto, acho que nunca me empenhei o suficiente. Sinto que não fiz por ele tudo que eu poderia ter feito. Hoje, com um ano e alguns dias de existência, eu vejo que ele não chegou nem perto de ser o que eu imaginava que fosse. É aquele velho problema de decepção que vem logo após a idealização.
Confesso até que já me peguei pensando em deletá-lo. Porém, eu demorei tanto pra tomar a coragem de apertar no botão "criar um blog", custei tanto para o aperfeiçoamento dele, para ter a ideia do nome e, agora,  simplesmente deletar e seguir em frente me dói. Além disso, essa história de praticar o desapego, pra mim, sempre foi muito complicada.
Na verdade, eu não sei porque estou falando tudo isso em vez de contar que ando entrevistando pessoas incríveis para trabalhos da faculdade, reforçar pela milésima vez que há uma banda bonitinha da cidade que vem fazendo o maior sucesso, que uma das minhas cantoras favoritas está tocando no rádio e todo mundo está ouvindo, ou, simplesmente, escrever um parabéns ao blog e desejar que ele seja um sucesso algum dia...
Enfim, essa semana o Pitacos Pertinentes fez o seu primeiro aniversário, eu não vou deletá-lo e estou pensanso seriamente em fazer um post sobre as maravilhas do Jornalismo, a banda mais popular da cidade (no momento) e a minha cantora que resolveu sair do anonimato. Aguarde e verá!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Coca-cola 125 anos

Desde pequena eu acho legal pessoas que se dedicam a colecionar coisas. Aquelas coleções dignas, com milhões de coisas colecionadas durante anos. Eu nunca consegui nada disso. Sempre me cansava antes de chegar na quinta dezena. Sem falar que, com o tempo, vai batendo um "o que eu vou fazer com isso?". Bem, um dia eu resolvi que é muito legal ter embalagens de coisas antigas e comecei a guardá-las. Não, não é coleção. Eu não tenho nem 30 embalagens e não faço a menor ideia do que fazer com elas, mas estão lá minhas latinhas de refrigerante, copo de Starbucks, edição limitada de leite moça. O meu desejo agora, que eu não realizarei, é a edição especial das garrafinhas de vidro da Coca-Cola. A caixa com as quatro garrafas foram feitas exclusivamente para a Selfridges, em comemoração aos 125 anos de Coca-Cola.


A primeira garrafa é a mais legal e diferente, sem aquela cara clássica do refrigerante. Embora, todas fossem muito bem vindas ao meu conjunto de embalagens.